sábado, 2 de novembro de 2013
Milho, pipoca e piruá
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que esta sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras, a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
O bate-boca das ferramentas
Conta-se que na carpintaria certa vez houve uma estranha assembléia. Foi um verdadeiro bate-boca pra acertar diferenças.
Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e as ferramentas e iniciou o seu trabalho. Utilizou justamente o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro não trabalha com os nossos defeitos, mas, sim, com as nossas qualidades, com nossos pontos fortes. Assim, proponho abandonarmos esta discussão e nos concentrarmos a fazer com esmero aquilo que sabemos fazer bem.
A proposta foi aceita por unanimidade. Naquele dias as ferramentas começaram a se enxergar como uma verdadeira equipe, que unida num mesmo propósito é capaz de produzir coisas belas e úteis nas mãos do hábil carpinteiro.
Um momentinho
Jovem advogado, recém formado, monta um escritório e enche-se de esperança para começar a carreira. Quando quase tudo já está no lugar, logo nas primeiras horas do primeiro dia, entra um homem na sua sala de espera. Como a porta entre os dois ambientes estava meio aberta, ele resolveu impressionar seu primeiro cliente. Retirou o telefone do gancho, fingiu discar para alguém e começou a falar em voz alta:
- Sim, senhor, pode ficar tranqüilo... não, não... nunca perdi uma ação.
- Não, senhor, não é demorado. Vamos agilizar o processo. Conheço as pessoas certas.
E, assim, ele continuou por alguns minutos. Enquanto isso, com a mão direita espalmada para frente, fazia sinais ao seu cliente, pedindo-lhe que aguardasse um pouco.
Recolocou o telefone de volta na aparelho, dirigiu-se à recepção e perguntou:
- Em que posso ajudá-lo, meu amigo?
- Sou da companhia telefônica, respondeu o homem, vim ligar o telefone.
Vida após a morte
O patrão pergunta para um de seus novos funcionários:
- Você acredita em vida após a morte?
- Sim, respondeu o rapaz.
- Que bom, disse-lhe o patrão.
- Por que, chefe?
- Porque ontem, após você ter pedido dispensa para ir ao "funeral" da sua avó, ela esteve aqui fazendo uma visitinha surpresa para você. Senhora simpática! Conversou com todo mundo, tomou um cafezinho, usou o banheiro...
- Você acredita em vida após a morte?
- Sim, respondeu o rapaz.
- Que bom, disse-lhe o patrão.
- Por que, chefe?
- Porque ontem, após você ter pedido dispensa para ir ao "funeral" da sua avó, ela esteve aqui fazendo uma visitinha surpresa para você. Senhora simpática! Conversou com todo mundo, tomou um cafezinho, usou o banheiro...
O tamanho do mundo
Um pintinho pergunta para seu pai:
- Pai, o mundo termina ali, na cerca? O pai dá uma gostosa gargalhada e diz:
- Não, meu filho... o mundo é muito maior do que isso. Venha, vou lhe mostrar uma coisa.
Então o galo sobe no telhado mais alto da fazenda e leva seu filhote consigo. O menino fica admirado com aquela nova e magnífica visão do mundo e compreende porque seu pai riu tanto, pois o cercado do galinheiro (que para ele era um mundo), agora era apenas um pequeno detalhe naquela bela paisagem.
O galo, então, todo orgulhoso, lhe pergunta:
- Está vendo aquelas montanhas lá adiante?
- Sim, papai!
- Pois é, meu filho, é lá que o mundo termina.
- Uauuuu!, exclamou o pequenino.
- Pai, o mundo termina ali, na cerca? O pai dá uma gostosa gargalhada e diz:
- Não, meu filho... o mundo é muito maior do que isso. Venha, vou lhe mostrar uma coisa.
Então o galo sobe no telhado mais alto da fazenda e leva seu filhote consigo. O menino fica admirado com aquela nova e magnífica visão do mundo e compreende porque seu pai riu tanto, pois o cercado do galinheiro (que para ele era um mundo), agora era apenas um pequeno detalhe naquela bela paisagem.
O galo, então, todo orgulhoso, lhe pergunta:
- Está vendo aquelas montanhas lá adiante?
- Sim, papai!
- Pois é, meu filho, é lá que o mundo termina.
- Uauuuu!, exclamou o pequenino.
Verbos e Advérbios
Deus, em nossas vidas, olha mais para os advérbios do que para os verbos.
Qual a razão de tão curiosa preferência? Como explicá-lo do ponto de vista gramatical?
A resposta é fácil e não oferece a menor dúvida:
O verbo exprime a ação; o advérbio o modo como a fazemos. Por exemplo, Ele quer saber como oramos - sinceramente, confiadamente, reverentemente - e não apenas se oramos. É assim em tudo o mais: no trabalho, no amor ao próximo, na fé... Deus aprecia os advérbios porque eles que são capazes de descrever a qualidade de nossas ações.
Qual a razão de tão curiosa preferência? Como explicá-lo do ponto de vista gramatical?
A resposta é fácil e não oferece a menor dúvida:
O verbo exprime a ação; o advérbio o modo como a fazemos. Por exemplo, Ele quer saber como oramos - sinceramente, confiadamente, reverentemente - e não apenas se oramos. É assim em tudo o mais: no trabalho, no amor ao próximo, na fé... Deus aprecia os advérbios porque eles que são capazes de descrever a qualidade de nossas ações.
- G.P.S
O resgate
Um garoto, muito inteligente, desenhou e em seguida construiu um lindo barquinho. Embora aparentemente frágil, o barquinho era muito bonito e funcional. Após toda a preparação, o garoto aproveitou a água da chuva para testá-lo. Atingido por um vento forte, o barquinho deslizou rapidamente pela enxurrada e seguiu por uma rua em declive, onde ganhou mais velocidade, e desapareceu.
O menino se desesperou, correu, mas não conseguiu encontrar sua criação. Dia após dia, ele continuou procurando, mas sem sucesso. O tempo passou até que um dia, ao entrar em uma loja de artesanato, viu um barquinho que chamou a sua atenção. Era muito parecido com o seu. Foi se aproximando, até chegar bem pertinho, quando pôde constatar: era o seu barco! E estava ali à venda!.
Ao falar com o dono da loja para ver quanto custava, o garoto descobriu que para ter o barco de volta era necessário pagar por ele uma quantia que não possuía naquele momento. Não desanimou! Pediu ao dono da loja para deixá-lo bem guardado, pois iria juntar todo o dinheiro necessário para adquirir o barquinho que ele mesmo havia feito.
Não demorou muito para que o garoto juntasse o que era preciso e, assim, foi resgatar a obra de suas mãos, pagando por ela o preço exigido. Após recebê-lo do dono da loja, disse emocionado:
— Agora você é meu duas vezes. Primeiro porque eu te fiz, e segundo porque te comprei.
O menino se desesperou, correu, mas não conseguiu encontrar sua criação. Dia após dia, ele continuou procurando, mas sem sucesso. O tempo passou até que um dia, ao entrar em uma loja de artesanato, viu um barquinho que chamou a sua atenção. Era muito parecido com o seu. Foi se aproximando, até chegar bem pertinho, quando pôde constatar: era o seu barco! E estava ali à venda!.
Ao falar com o dono da loja para ver quanto custava, o garoto descobriu que para ter o barco de volta era necessário pagar por ele uma quantia que não possuía naquele momento. Não desanimou! Pediu ao dono da loja para deixá-lo bem guardado, pois iria juntar todo o dinheiro necessário para adquirir o barquinho que ele mesmo havia feito.
Não demorou muito para que o garoto juntasse o que era preciso e, assim, foi resgatar a obra de suas mãos, pagando por ela o preço exigido. Após recebê-lo do dono da loja, disse emocionado:
— Agora você é meu duas vezes. Primeiro porque eu te fiz, e segundo porque te comprei.
Vai que dá!
Olivetto conta que teve uma experiência marcante a respeito de simplicidade. Ele transportava muitos equipamentos para a gravação de uma cena em determinado local, mas, em dado momento, o caminhão parou. Não podia passar sob um viaduto por causa da altura da carga. Alguns centímetros impediam a continuação do transporte por aquele caminho.
O que fazer? Poderiam voltar e tentar um caminho através de um longo percurso por fora da cidade... Com a ajuda de guindastes a carga poderia ser retirada e transportada aos poucos... Essas e outras saídas foram detalhadamente estudadas, mas nem uma parecia razoável. Quando todas as possíveis soluções para o problema pareciam ter pensadas, apareceu um caipira, homem visivelmente simples, mas um tanto curioso:
— O que está acontecendo aqui? O que vocês estão querendo?
— Passar o caminhão por este viaduto - disseram, apontando para o alto da carga.
— Por que não esvaziam um pouco os pneus do caminhão?! - disse o caipira, apontando para baixo.
Foi o suficiente para que o veículo, com toda a sua carga, passasse pelo local.
O que fazer? Poderiam voltar e tentar um caminho através de um longo percurso por fora da cidade... Com a ajuda de guindastes a carga poderia ser retirada e transportada aos poucos... Essas e outras saídas foram detalhadamente estudadas, mas nem uma parecia razoável. Quando todas as possíveis soluções para o problema pareciam ter pensadas, apareceu um caipira, homem visivelmente simples, mas um tanto curioso:
— O que está acontecendo aqui? O que vocês estão querendo?
— Passar o caminhão por este viaduto - disseram, apontando para o alto da carga.
— Por que não esvaziam um pouco os pneus do caminhão?! - disse o caipira, apontando para baixo.
Foi o suficiente para que o veículo, com toda a sua carga, passasse pelo local.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Na palma da mão
Um irmão queria adquirir dons espirituais. Assim, foi ao local onde poderia encontrar-se com um anjo que lhe venderia os dons.
— Pode pedir — disse-lhe o anjo —, estou aqui para ser vir!Temos amor, dons espirituais, graça, humildade, fidelidade, submissão ao Espírito... — enfim, o anjo ofereceu-lhe diferentes opções.
O irmão fez o seu pedido. Quis amor, alguns dons espirituais, misericórdia e unção divina (graça). Em seguida, o anjo pediu para que o irmão abrisse uma de suas mãos para entregar-lhe tudo o que havia comprado.
— Mas tudo isso o que comprei caberá somente na palma de minha mão? — perguntou atônito o irmão.
— Pode pedir — disse-lhe o anjo —, estou aqui para ser vir!Temos amor, dons espirituais, graça, humildade, fidelidade, submissão ao Espírito... — enfim, o anjo ofereceu-lhe diferentes opções.
O irmão fez o seu pedido. Quis amor, alguns dons espirituais, misericórdia e unção divina (graça). Em seguida, o anjo pediu para que o irmão abrisse uma de suas mãos para entregar-lhe tudo o que havia comprado.
— Mas tudo isso o que comprei caberá somente na palma de minha mão? — perguntou atônito o irmão.
— Olha, meu jovem, aqui nós só vendemos a semente. Agora você deverá semeá-las para colher os frutos desejados.
Está tudo pago
Um homem ganhou um cruzeiro pelo mundo. Após fazer as malas, como não tinha dinheiro, preparou um bom número de sanduíches e bastante suco para alimentar-se durante a longa viagem, uma vez que não poderia participar das sofisticadas refeições no restaurante do navio.
Durante muitos dias, ele conseguiu desconversar quando o comandante o convidava para o jantar. Sorrateiramente, o viajante ia para a sua cabine, onde se "deliciava" com sanduíche e suco caseiro. Não demorou muito para que sua despensa esvaziasse. Passaram-se poucos dias, e ele se viu forçado a pedir ajuda ao comandante.
- Olha, eu não queria ser incômodo, mas o meu mantimento acabou. Como o dinheiro estava curto, trouxe alimentação de casa, mas já estou sem comer há dias. Estou com fome, e receberia qualquer sobra do restaurante para me alimentar.
- Rapaz — retrucou o comandante —, a viagem que você ganhou inclui também as refeições. Por favor, venha jantar conosco. Tudo já está pago, desde o primeiro dia!
Durante muitos dias, ele conseguiu desconversar quando o comandante o convidava para o jantar. Sorrateiramente, o viajante ia para a sua cabine, onde se "deliciava" com sanduíche e suco caseiro. Não demorou muito para que sua despensa esvaziasse. Passaram-se poucos dias, e ele se viu forçado a pedir ajuda ao comandante.
- Olha, eu não queria ser incômodo, mas o meu mantimento acabou. Como o dinheiro estava curto, trouxe alimentação de casa, mas já estou sem comer há dias. Estou com fome, e receberia qualquer sobra do restaurante para me alimentar.
- Rapaz — retrucou o comandante —, a viagem que você ganhou inclui também as refeições. Por favor, venha jantar conosco. Tudo já está pago, desde o primeiro dia!
A Vida
"A vida é uma comédia para aquele que pensa, uma tragédia para aquele que sente, e uma vitória para aquele que crê."
Sinais
Seis sinais de decadência social:
- Política sem princípios;
- Riqueza sem trabalho;
- Prazer sem consciência;
- Educação sem caráter;
- Comércio sem moralidade;
- Religião sem sacrifício.
Aula de Gramática
Um professor, falando a alguns rapazes, disse: "Vocês todos conhecem o verbo ser: Eu sou, tu és, ele é. Também sabem que os verbos em inglês, francês alemão, italiano e latim seguem a mesma ordem - eu chamo, tu chamas, ele chama; eu tenho, tu tens ele tem etc. Mas quantos de vocês sabem que os antigos hebreus arranjavam os seus verbos de modo contrário - ele é, tu és, eu sou?"
Então o professor continuou: "É assim que devemos considerar a vida. Diga, primeiro, olhando para Deus - Ele é; depois olhe para o próximo e diga tu és; e por derradeiro pense em si mesmo e diga - eu sou. Primeiramente Deu, em segundo lugar o vizinho e em terceiro lugar você mesmo. Esta é a melhor maneira de pensar e viver."
- Revista Mocidade Batista
Justiça Imperial
O Imperador Teodorico, embora seguisse a religião ariana, tinha um ministro católico, em quem depositava muita confiança.
Este, para aumentar o seu prestígio e se garantir melhor na proteção do soberano, renunciou a sua religião para tornar-se ariano.
A recompensa de Teodorico foi mandar cortar-lhe a cabeça. Interrogado pelos áulico, respondeu:
- Se ele não é fiel ao seu Deus, como o há de ser a mim, que sou um homem?
Este, para aumentar o seu prestígio e se garantir melhor na proteção do soberano, renunciou a sua religião para tornar-se ariano.
A recompensa de Teodorico foi mandar cortar-lhe a cabeça. Interrogado pelos áulico, respondeu:
- Se ele não é fiel ao seu Deus, como o há de ser a mim, que sou um homem?
- Almanaque "Eu Sei Tudo"
Olhando para o céu
"Acho possível que um indivíduo, contemplando a terra, se torne ateu; mas parece-me inconcebível que esse mesmo indivíduo, ao olhar para ao céu, possa dizer não existe Deus."
A Melhor Tradução
Diversos crentes estavam reunidos, procurando saber qual era a melhor tradução da Bíblia. Um jovem, pedindo a palavra, disse: "A melhor tradução da Bíblia é da minha mãe. Ela a traduziu por intermédio de sua vida." - O Jornal Batista.
Três Virtudes
Três virtudes conduzem ao cumprimento de nossos deveres; a prudência, que faz discernir o bem do mal; o amor, que liga todos os homens entre si; a coragem, que nos dá a força para fazer o bem e fugir do mal. - Máxima Chinesa
Sem sair à porta
Sem sair à porta
Pode-se conhecer o mundo;
Sem olhar pela janela
Podem-se conhecer os caminhos do céu.
Mais longe a gente vai e menos aprende;
Por isso o homem sábio
Não anda e chega,
Não observa e sabe o nome das coisas,
Não age e assim mesmo cumpre.
Pode-se conhecer o mundo;
Sem olhar pela janela
Podem-se conhecer os caminhos do céu.
Mais longe a gente vai e menos aprende;
Por isso o homem sábio
Não anda e chega,
Não observa e sabe o nome das coisas,
Não age e assim mesmo cumpre.
Tesouros Perduráveis
Sozinho contigo mesmo, faze, de tempos a tempos, no teu caminho terrestre, a conta dos teus tesouros verdadeiros.
Melhores que os diamantes são as estrelas e tuas tens em sítio aonde os ladrões não chegam, Melhores que as estrelas são as virtudes, que brilham dentro de ti, e alumiam de dia e de noites, e na vida e na morte..
Se possuis estes fulgores na tua alma e no teu coração o fogo que não queima e que dá vida, e na tua boca as palavras que agradam ao Senhor, então és rico e poderoso. Tesouros perduráveis te asseguram o triunfo e a glória neste mundo e no outro.
Melhores que os diamantes são as estrelas e tuas tens em sítio aonde os ladrões não chegam, Melhores que as estrelas são as virtudes, que brilham dentro de ti, e alumiam de dia e de noites, e na vida e na morte..
Se possuis estes fulgores na tua alma e no teu coração o fogo que não queima e que dá vida, e na tua boca as palavras que agradam ao Senhor, então és rico e poderoso. Tesouros perduráveis te asseguram o triunfo e a glória neste mundo e no outro.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Onde estão as velas?
Uma mulher galesa vivia em um vale afastado no País de Gales. Foi muito difícil para ela conseguir que a energia elétrica fosse instalada em sua casa. A Companhia notou, depois de certo tempo, que ela usava muito pouco da energia agora disponível. Na realidade, o seu consumo era quase nenhum. Eles enviaram um técnico à residência daquela senhora para saber o motivo pelo qual a energia não estava sendo usada. Ao chegar ao local, o homem disse à senhora: "Nós temos checado o seu consumo. A senhora não tem usado a eletricidade?" "Oh, sim" ela respondeu. "Nós ligamos a energia todas as noites para poder encontrar e acender as nossas lamparinas. Depois nós desligamos novamente."
O rosto
Chesterfield, político inglês, escreveu: "Olhai o rosto da pessoa a quem falais, se lhe quereis conhecer os verdadeiros sentimentos, pois lhe é mais fácil dominar as palavras do que a fisionomia".
A sombra do pincél
Quando da dedicação da Igreja Memorial Judson em Nova lorque, o Dr. Edward Judson, disse o seguinte:
"O sofrimento e o sucesso caminham juntos. Se você está sendo bem sucedido sem sofrer, é porque outros, antes de você, sofreram; se você está sofrendo sem ver o sucesso, outros, depois de você, o obterão."
Bem-aventurados os que choram. Eles podem ser felizes porque sabem que sofrimento, aflição e privação são as dores de parto da nova criação e de um mundo melhor. Eles podem ser felizes porque o Supremo Artista, para produzir sua obra prima, usa a sombra do Seu pincel. Eles podem ainda se gloriar em suas lágrimas e cantar em honra da tristeza, porque sabem que na economia de Deus, se sofremos, também reinaremos com Ele.
"O sofrimento e o sucesso caminham juntos. Se você está sendo bem sucedido sem sofrer, é porque outros, antes de você, sofreram; se você está sofrendo sem ver o sucesso, outros, depois de você, o obterão."
Bem-aventurados os que choram. Eles podem ser felizes porque sabem que sofrimento, aflição e privação são as dores de parto da nova criação e de um mundo melhor. Eles podem ser felizes porque o Supremo Artista, para produzir sua obra prima, usa a sombra do Seu pincel. Eles podem ainda se gloriar em suas lágrimas e cantar em honra da tristeza, porque sabem que na economia de Deus, se sofremos, também reinaremos com Ele.
Ensina-me a orar
"Ó Senhor! Não sei o que te pedir. Só tu sabes do que eu preciso; e, sendo eu teu amigo, me amas mais do que poderia eu fazê-lo. Ó Senhor, dá-me a mim, teu filho, aquilo que, seja o que for, me seja útil. Não ouso pedir cruz ou flores, dificuldades ou confortos. Tão somente me ponho diante de ti. A ti abro meu coração. Vê minhas necessidades, pois eu mesmo as desconheço: vê e socorre de acordo com a tua misericórdia. Fere ou cura!Abate-me ou levanta-me. Quanto a mim, adoro todos os teus desígnios sem conhecê-los. Guardo silêncio, ofereço-me em sacrifício. Entrego-me a ti. Não tenho outro desejo senão fazer a tua vontade. Senhor, ensina-me a orar. Continua a habitar em mim por meio de teu Santo Espírito."
A vida é uma viagem
Um garoto viajava sozinho de trem, num dia quente. Os passageiros estavam em extremo desconforto. E o cenário também não era muito interessante, porque passavam pelo deserto do Arizona, nos EUA. Uma senhora sentada ao lado do garoto perguntou:
- Você não está cansado de viajar tanto?
O garoto sorriu e disse:
- Estou um pouco cansado, mas não tem problema não. Meu pai estará me esperando quando eu chegar a Los Angeles.
- Você não está cansado de viajar tanto?
O garoto sorriu e disse:
- Estou um pouco cansado, mas não tem problema não. Meu pai estará me esperando quando eu chegar a Los Angeles.
Estamos aqui para vencer
A batalha desenvolvia-se áspera e sangrenta. O ímpeto do ataque inimigo era avassalador. Aflito, o capitão apresentou-se ao comandante e gritou:
- General! É impossível continuar a luta; são muitos os soldados
inimigos! Jamais os venceremos!
- Capitão - respondeu, calma e friamente, o comandante -, não
estamos aqui para contar os inimigos e sim para vencê-los; e vamos
vencê-los!
- General! É impossível continuar a luta; são muitos os soldados
inimigos! Jamais os venceremos!
- Capitão - respondeu, calma e friamente, o comandante -, não
estamos aqui para contar os inimigos e sim para vencê-los; e vamos
vencê-los!
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Pegadas na Areias
Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e, através do céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o Outro era do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. Notei, também, que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me deveras e perguntei, então, ao Senhor:
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e, através do céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o Outro era do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. Notei, também, que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me deveras e perguntei, então, ao Senhor:
- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre comigo, todo o caminho; mas notei que, durante as maiores tribulações do meu viver, havia na areia dos caminhos da vida apenas um par de pegadas. Não compreendo por que nas horas em que eu mais necessitava de Ti me deixaste.
O Senhor me respondeu:
- Meu precioso filho, eu te amo e jamais te deixarei nas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando viste na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que Eu te carreguei nos braços.
Três Amigos
Há no Talmude a história de um judeu que tinha três amigos. Um dia, ele foi chamado ao tribunal a fim de defender-se de certas acusações. O judeu estava aterrado. Foi ter com três amigos, e pediu-lhes que o acompanhassem. O primeiro respondeu:
- Não, eu não farei nenhum bem em ir; nem a você nem a mim mesmo.
O segundo disse:
- Bem, é uma coisa muito perigosa estar ao seu lado. Talvez o imperador o acuse de alguma grande ofensa contra a lei. Se eu for visto com você, ele poderá pensar que tenho parte em sua culpa. Contudo, irei com você até à porta do tribunal.
E assim ele se dirigiu ao terceiro amigo, que lhe respondeu:
- Não tema, irei com você até à presença do imperador. Dir-lhe-ei que conheço você e tenho confiança em você, e não o deixarei enquanto você não for solto, como espero que há de ser. E assim o fiel amigo cumpriu sua promessa.
domingo, 27 de outubro de 2013
Vou morrer rico
Conta-se a história de um marinheiro que estava a bordo de um navio prestes a naufragar, carregado de ouro, nos tempos das conquistas espanholas. O comandante ordenara que todos os homens abandonassem o navio. Ao fazer ele a derradeira ronda para certificar-se de que ninguém seria deixado a bordo, encontrou um homem assentado sobre um barril de barras de ouro, e com outro aberto diante dele.
- Que está afinal fazendo aqui, homem? Não sabe que a embarcação
está afundando? - gritou o capitão.
- Sim, senhor - respondeu o homem. Mas não me importo. Fui um homem
pobre toda a minha vida, e pelo menos vou morrer rico.
- Que está afinal fazendo aqui, homem? Não sabe que a embarcação
está afundando? - gritou o capitão.
- Sim, senhor - respondeu o homem. Mas não me importo. Fui um homem
pobre toda a minha vida, e pelo menos vou morrer rico.
Apenas meia Hora
Certa manhã, às oito e vinte, um relógio da vitrina de um joalheiro parou por meia hora. Os passageiros perderam o trem, porque ao passarem junto ao mostruário do joalheiro, o relógio indicou que ainda faltavam vinte minutos para o trem das 8h 40min partir. As crianças chegaram tarde à escola. Quando viram a hora, acharam que ainda tinham quarenta minutos, e assim puseram-se a brincar. Empregados estenderam a conversa quando viram que faltava bastante tempo para a fábrica abrir, e chegaram atrasados.
Os habitantes daquela cidadezinha pouco imaginavam o quanto confiavam naquele relógio, até que foram por ele iludidos. Meia hora de atraso apenas foi suficiente para muita confusão na cidadezinha.
Os habitantes daquela cidadezinha pouco imaginavam o quanto confiavam naquele relógio, até que foram por ele iludidos. Meia hora de atraso apenas foi suficiente para muita confusão na cidadezinha.
Brilhe a vossa Luz
Um amigo contou-me que fora visitar um farol e dissera ao faroleiro:
- O senhor não se apavora de viver aqui? E terrível este lugar para se
permanecer nele!
- Não - respondeu o faroleiro. Não tenho medo. Aqui nunca pensamos
em nós mesmos.
- Como é isto!? Nunca pensam em si mesmos!?
- Nós sabemos que estamos perfeitamente seguros e cuidamos de ter as
nossas lâmpadas brilhando e nossos refletores bem limpos, de modo que
aqueles que se acharem em perigo, possam ser salvos.
- O senhor não se apavora de viver aqui? E terrível este lugar para se
permanecer nele!
- Não - respondeu o faroleiro. Não tenho medo. Aqui nunca pensamos
em nós mesmos.
- Como é isto!? Nunca pensam em si mesmos!?
- Nós sabemos que estamos perfeitamente seguros e cuidamos de ter as
nossas lâmpadas brilhando e nossos refletores bem limpos, de modo que
aqueles que se acharem em perigo, possam ser salvos.
Sacudindo a Areia
Um fazendeiro que lutava com muitas dificuldades possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda. Um dia seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado. O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o animal de lá.
O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente, avaliou a situação certificando-se de que o animal não se machucara. Mas, pela dificuldade e pelo alto custo de retirá-lo do fundo do poço, achou que não valeria a pena investir numa operação de resgate. Tomou então a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo ali mesmo.
E assim, foi feito: os empregados, comandados pelo capataz começaram a lançar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o pobre e indefeso animal. Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, o cavalo se sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao animal ir subindo. Perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que finalmente conseguiu sair.
Sabendo do caso, o fazendeiro ficou muito satisfeito e o cavalo viveu ainda muitos anos servindo ao seu dono na fazenda.
O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente, avaliou a situação certificando-se de que o animal não se machucara. Mas, pela dificuldade e pelo alto custo de retirá-lo do fundo do poço, achou que não valeria a pena investir numa operação de resgate. Tomou então a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo ali mesmo.
E assim, foi feito: os empregados, comandados pelo capataz começaram a lançar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o pobre e indefeso animal. Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, o cavalo se sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao animal ir subindo. Perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que finalmente conseguiu sair.
Sabendo do caso, o fazendeiro ficou muito satisfeito e o cavalo viveu ainda muitos anos servindo ao seu dono na fazenda.
Vende-se?
Um amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:
- Seu Bilac, estou precisando vender meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu: "Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortadas por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
Meses depois, encontra o poeta o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.
- Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!
- Seu Bilac, estou precisando vender meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu: "Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortadas por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
Meses depois, encontra o poeta o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.
- Nem pense mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!
Sempre Presente
Duas amigas voltaram a se encontrar depois de muitos anos de separação forçada. Uma delas continuava solteira, mas a outra havia se casado, era muito feliz ao lado do esposo e dos três filhos já crescidos. Depois de horas de reminiscências agradáveis, a amiga que chegou quis saber um pouco mais a respeito da vida pessoal da outra. Daí se justifica a pergunta aparentemente indiscreta:
- Mas, amiga, como aconteceu o seu casamento?
- De uma forma bastante curiosa e quase mágica! Tem até uma aparência de enredo de novela... - responde a amiga.
- Você me deixa curiosa... Dá pra contar os principais capítulos?
- É claro que sim. Eu aprecio falar daquelas experiências que me proporcionaram felicidade! Resumindo a coisa, foi mais ou menos assim:
Mudamos de bairro e dentro de algum tempo comecei a fazer novas e sólidas amizades. Entre elas estava a amizade de Otávio, o nosso mais próximo vizinho. Ele era militar e estava iniciando a carreira. Começamos a namorar. Meigo, equilibrado e seguro, ele conquistou a minha confiança e o meu amor.
Foram dias felizes aqueles que vivemos, podendo desfrutar da presença um do outro; mas, surgiu a sua transferência para extremo norte do país. Isso nos fez sofrer muito, mas ele partiu prometendo solenemente escrever-me todos os dias. Por longo tempo Otávio cumpriu com fidelidade o prometido.
Todas as manhãs eu me postava junto ao portão, à espera do carteiro. E com que emoção eram diariamente recebidas as suas cartas. Algumas longas, outras mais curtas, porém, todas cheias de juras de amor... esperanças no amanhã... saudades! Assim os dias passavam em desfile, formando semanas e depois meses; mas eu sempre esperava com o mesmo anseio pelas suas cartas.
Embora, como é natural, eu já houvesse me habituado com a ausência permanente do Otávio, e até já houvesse percebido que as cartas estavam ficando menos ardorosas, ainda assim gostava de esperar por elas! Agora eu achava muito agradável ouvir o comentário do carteiro, que ao entregar cada carta sempre acrescentava alguma frase como, por exemplo: 'Novas notícias... espero que sejam alvissareiras!' ou então: 'Chegou outra carta... desejo que a faça feliz!' E cada dia ele sempre juntava algumas palavras simpáticas, quando da entrega da carta."
Acontece que, dentro de pouco tempo, elas foram diminuindo, diminuindo e se tornando cada vez mais frias e rotineiras. O rumo das coisas mudou... Todavia, amiga, como vê estou casada, sou feliz e mãe coruja de três lindos filhos!
- Bem, de qualquer maneira o final com o Otávio foi feliz, pois se casaram, tiveram filhos... Se estou entendendo, casou-se com ele, não foi?
- Não. A distância conseguiu esfriar totalmente nosso relacionamento. Eu me casei com o carteiro, sempre presente...
- Mas, amiga, como aconteceu o seu casamento?
- De uma forma bastante curiosa e quase mágica! Tem até uma aparência de enredo de novela... - responde a amiga.
- Você me deixa curiosa... Dá pra contar os principais capítulos?
- É claro que sim. Eu aprecio falar daquelas experiências que me proporcionaram felicidade! Resumindo a coisa, foi mais ou menos assim:
Mudamos de bairro e dentro de algum tempo comecei a fazer novas e sólidas amizades. Entre elas estava a amizade de Otávio, o nosso mais próximo vizinho. Ele era militar e estava iniciando a carreira. Começamos a namorar. Meigo, equilibrado e seguro, ele conquistou a minha confiança e o meu amor.
Foram dias felizes aqueles que vivemos, podendo desfrutar da presença um do outro; mas, surgiu a sua transferência para extremo norte do país. Isso nos fez sofrer muito, mas ele partiu prometendo solenemente escrever-me todos os dias. Por longo tempo Otávio cumpriu com fidelidade o prometido.
Todas as manhãs eu me postava junto ao portão, à espera do carteiro. E com que emoção eram diariamente recebidas as suas cartas. Algumas longas, outras mais curtas, porém, todas cheias de juras de amor... esperanças no amanhã... saudades! Assim os dias passavam em desfile, formando semanas e depois meses; mas eu sempre esperava com o mesmo anseio pelas suas cartas.
Embora, como é natural, eu já houvesse me habituado com a ausência permanente do Otávio, e até já houvesse percebido que as cartas estavam ficando menos ardorosas, ainda assim gostava de esperar por elas! Agora eu achava muito agradável ouvir o comentário do carteiro, que ao entregar cada carta sempre acrescentava alguma frase como, por exemplo: 'Novas notícias... espero que sejam alvissareiras!' ou então: 'Chegou outra carta... desejo que a faça feliz!' E cada dia ele sempre juntava algumas palavras simpáticas, quando da entrega da carta."
Acontece que, dentro de pouco tempo, elas foram diminuindo, diminuindo e se tornando cada vez mais frias e rotineiras. O rumo das coisas mudou... Todavia, amiga, como vê estou casada, sou feliz e mãe coruja de três lindos filhos!
- Bem, de qualquer maneira o final com o Otávio foi feliz, pois se casaram, tiveram filhos... Se estou entendendo, casou-se com ele, não foi?
- Não. A distância conseguiu esfriar totalmente nosso relacionamento. Eu me casei com o carteiro, sempre presente...
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