sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Vasos Quebrados

Era uma vez um depósito de vasos quebrados. Ninguém se
importava com eles. Eles mesmos não se importavam por estar quebrados, ao contrário, quanto mais quebrados ficavam, mais eram respeitados pelos outros.

Um dia, por engano, um vaso inteiro foi parar no meio dos
vasos quebrados, mas, por ser diferente dos demais, de imediato ele foi rejeitado e hostilizado. Justo ele, que tinha uma necessidade miserável de ser aceito.

Tentou se aproximar dos vasos menos danificados, aqueles
que tinham apenas a boca rachada, mas, não deu certo. Depois, procurou se aproximar dos vasos que tinham apenas um pequeno furo na barriga, mas, também foi repelido. Tentou uma terceira vez, com os vasos que estavam trincados na base, mas, não adiantou.

Resolveu, então, arranjar umas brigas, esperando conseguir
um ferimento, um risco, uma trinca ou, quem sabe, com um pouco de sorte, até um quebrado bacana, mas, naquele lugar, ninguém tinha força bastante para quebrar os outros. Se algum vaso quisesse se quebrar, tinha que fazer isso sozinho.

E foi isso mesmo que ele fez. E conseguiu o que queria, ser
aceito no clube dos vasos quebrados. Ficou feliz, realizado, mas, não por muito tempo, pois, logo começou a se incomodar com uma outra necessidade, a de ser respeitado pelos demais vasos quebrados.

Para isso, teve que ir-se quebrando. E se quebrou em tantos
pedaços que voltou ao pó. E deixou de ser vaso!

Coletânea de Ilustrações que Edificam - Gesiel Oliveira

Amargo Regresso

Esta história é contada como verídica. Fala de um jovem soldado que finalmente estava voltando para casa, depois de ter lutado numa guerra muito sangrenta.

Ele ligou para seus pais e disse-lhes:


- Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas, quero lhes pedir um favor. Eu tenho um amigo que eu gostaria de trazer comigo.


- Claro, filho, nos adoraríamos conhecê-lo!


- Mas, há algo que vocês precisam saber, ele foi terrivelmente ferido na guerra; pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. Ele não tem nenhum lugar para ir e, por isso, eu quero que ele venha morar conosco.


- Puxa, filho, não é fácil cuidar de uma pessoa com tantas dificuldades assim... mas, traga-o com você, nós vamos ajudá-lo a encontrar um lugar para ele.


- Não, mamãe e papai, eu quero que ele venha morar conosco.


- Filho, nós não podemos assumir um compromisso tão grande assim. Ele não seria feliz morando aqui conosco. E nós perderíamos um pouco da nossa liberdade. Vamos achar um lugar em que cuidem bem dele.


- Está certo, papai, o senhor tem razão!


Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um outro telefonema, da polícia. O filho deles havia cometido suicídio, num hotelzinho de beira de estrada numa cidade vizinha, bem perto deles.


Quando ele foram fazer o reconhecimento do corpo descobriram que o "amigo" do qual o rapaz falara era ele mesmo, que havia sido gravemente 
ferido na guerra e escondera o fato de seus pais, com medo de não ser aceito
por eles.


Coletânea de Ilustrações que Edificam - Gesiel Oliveira

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Desenvolvimento através das lutas

Um homem observava uma grande borboleta tropical lutando para livrar-se do seu casulo. Achando triste a situação do bichinho, o homem tomou o seu canivete e cortou os fios, libertando-o com a maior facilidade. Mas faltava à borboleta todas as suas brilhantes cores. Para ter as asas lindamente coloridas, era-lhe necessário lutar e fazer exercício.
 
As lindas cores da alma humana são adquiridas também por meio de lutas e vitórias sobre provas e tentações.

Duzentas Ilustrações - Livro 1
Edgar Hallock - Casa Publicadora Batista

A vida que alegra a outros


"Toda a caridade feita ao próximo é mais um passo para perto da vida de Cristo".
O grande missionário Hudson Taylor disse: "Se és um filho de Deus, a tua vida no lar revelará. Se és crente verdadeiro, e se teu pai, tua mãe, tua irmã, teu irmão, e se até e gato e o cachorro em tua casa não são melhores e mais felizes por causa da tua vida cristã, então há uma dúvida quanto à tua crença em Cristo".
Duzentas Ilustrações - Livro 1
Edgar Hallock - Casa Publicadora Batista

Benefícios do Conhecimento

Certo fazendeiro convidou quatro estudantes para passarem as férias na sua fazenda. Os quatro jovens, aceitando o convite, para lá se dirigiram pouco depois.

A propriedade achava-se localizada num vale pitoresco e era banhada por um pequeno rio, com lindas quedas e correntezas. O fazendeiro disse aos jovens que tudo o que encontrassem, nos vales ou nos campos, se fosse do agrado deles, poderiam levar como lembrança.

O primeiro, depois de verificar a paisagem exclamou: "Estou desiludido!" Estas campinas não têm valor algum, nem possuem nada que se possa apiedar.

O segundo, sendo artista, dispôs-se a apreciar as belezas naturais, pintando belos quadros.

O terceiro, que era botânico, deleitou-se em procurar orquídeas pouco comuns e plantas raras: descobriu mesmo várias espécies que, até então, lhe eram desconhecidas. Ofereceu algumas ao seu hospedeiro e levou outras para a sua preciosa coleção.

O quarto jovem, estudante de geologia, percorrendo a margem do rio, examinou a areia e as pedras, e descobriu ricos filões de ouro.

Cada um deles achou o que procurava, conforme sua capacidade. Esforcemo-nos para adquirir conhecimento. Só é feliz quem sabe apreciar a natureza e todos os dons com que Deus nos presenteou.
 
Duzentas Ilustrações - Livro 1
Edgar Hallock - Casa Publicadora Batista
 
 

Um cego que via

E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada". Ap 21.23

Durante o seu ministério público, Jesus curou uns poucos cegos e aleijados. Hoje em dia, inspirados pela sua obra, os homens já conseguiram curar milhares de cegos em toda a parte do mundo onde a influência do cristianismo já penetrou.

Os cegos que não podem ter sua vista restituída terão luz intelectual por meio de livros impressos em tipo Braille. Uma missionária à Coréia conta-nos a história de um cego que andou de sua vila até onde soube que havia uma escola para cegos, quinhentos quilômetros a pé.

Empoeirado, cansado, este cego chegou à nossa porta e vi no seu rosto desfigurado a aspiração por um mundo melhor. Havia no seu rosto uma alegria perfeita e permanente.

Dizia ela: "Só vendo o sorriso dele, quieto, pensativo, atento, parecendo ver ao longe. Seus olhos físicos nada viam, mas a visão do além, não lhe era impedida. Sim, ele via aquele mundo onde não há luz do sol, porque Deus é a luz pela qual os homens vêem. Este mundo ele via!"
 
Duzentas Ilustrações - Livro 1
Edgar Hallock - Casa Publicadora Batista

terça-feira, 5 de julho de 2016

Amor pelas ovelhas

Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz; e o teu juízo, como o meio-dia (Sl 37.5,6).

O pastor Lázaro* conta como aprendeu uma lição ao ser enviado a uma congregação a fim de proceder a substituição do obreiro: 

Havia a preocupação de o dirigente resistir e não querer entregar a igreja. Quando cheguei, os membros supostamente queixosos já me procuraram dizendo: - Então, hoje o homem sai!?

Embora tivesse levado o candidato para a posse, achei melhor ouvir os irmãos que desejavam a saída do obreiro, e depois ouvi-lo também. Todos aqueles irmãos que se levantaram proferiram palavras duras contra o dirigente, mas não havia coisa alguma que desabonasse sua conduta. Ele era simplesmente menos culto do que eles. Quando passei a oportunidade ao obreiro, ele me disse:

- Pastor, não me oponho em entregar a liderança da congregação, mas o que tenho a dizer é que eu amo muito esses irmãos porque os vi levantar as mãos entregando suas vidas a Jesus, e cuidei deles até agora. Não existem motivos para odiá-los. Quero pedir ao meu sucessor que zele por eles e ame-os como eu os amo. 

E, curvando-se sobre o púlpito, soluçava e derramava lágrimas. Simultaneamente, toda a igreja chorava, e numa só voz disse:

- Não queremos mais a saída de nosso irmão. Queremos continuar desfrutando deste amor sincero.

Eles pediram perdão pelo que haviam feito. 

O obreiro perdoou a todos e continuou dirigindo a congregação."

*Pr. Lázaro Benedito Alves, revista Obreiro, fev/1999)

Ilustrações para enriquecer sua mensagem
Antônio Mesquita - CPAD