terça-feira, 28 de abril de 2015
Intenção e Ação 1
A menos que uma boa intenção seja seguida pela ação, não tem nenhuma valia (Franklin P. Jones)
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Combate
Qualquer covarde pode entrar na luta, quando está seguro de que vencerá; porém qual o valente que enfrentará o combate tendo a certeza de que será derrotado? (George Eliot)
Coerência
Um discípulo que se propõe realizar o trabalho de Cristo deve empenhar-se em fazê-lo segundo os inflexíveis princípios cristãos. (William Cooper)
Recompensas
São as nossas boas ações que devem falar por nós; mais vale merecer louvores e recompensas sem os receber, do que recebê-los sem ser digno deles. (Pierre Bayle)
sábado, 2 de novembro de 2013
Milho, pipoca e piruá
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que esta sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras, a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
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