domingo, 22 de novembro de 2020

O guarda alemão

Corrie ten Boom, conhecida oradora e autora, esteve prisioneira, durante a II Grande Guerra, em um campo de concentração alemão, sofrendo muito nas mãos de um dos guardas alemães. 

Anos mais tarde, um dia, testificou sua alegria no Senhor, numa reunião na Alemanha do após guerra. Depois do encontro, enquanto algumas pessoas conversavam com ela, aquele mesmo guarda alemão aproximou-se de Corrie e lhe pediu que o perdoasse. 

Num clarão de reconhecimento, ela se lembrou da dor e da angústia sofridas na prisão, por causa daquele guarda. Agora, ele ah estava, à sua frente, pedindo-lhe misericórdia. E aquele que não merecia, recebeu o perdão. Triunfou a misericórdia!

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Reencontro

Depois de me tornar presidente, pedi a alguns membros da minha escolta para ir passear pela cidade. Após o passeio, fomos almoçar num restaurante.
 
Sentamo-nos num dos mais centrais, e cada um de nós pediu o que lhe apetecia. Depois de um tempo de espera, apareceu o empregado trazendo os nossos menus. Foi aí que eu percebi que na mesa que estava na nossa frente, havia um homem sozinho, a espera de ser atendido.
 
Quando foi servido, eu disse a um dos meus soldados: "Pede aquele senhor que se junte a nós. O soldado foi e transmitiu-lhe o meu convite. O homem levantou-se, pegou no prato e sentou-se ao meu lado."
 
Enquanto comia as suas mãos tremiam constantemente e não levantava a cabeça do seu prato. Quando terminamos, ele despediu-se de mim sem olhar, apertei-lhe a mão e partiu.
 
O soldado comentou: "Madiba, esse homem devia estar muito doente, já que as suas mãos não paravam de tremer enquanto comia."
 
- Não, não estava doente! A razão dos seus tremores é outra. Eles olharam para mim de forma estranha e eu expliquei-lhes:
 
"Aquele homem era o guarda da minha cela na prisão onde eu estava; muitas vezes, depois das torturas a que me submetiam, eu gritava e chorava pedindo um pouco de água, ele vinha, humilhava-me, ria-se de mim e em vez de me dar água, urinava na minha cabeça."
 
Não, ele não estava doente, estava assustado e tremia talvez porque esperava que eu, agora que sou presidente da África do Sul, o mandasse prender e lhe fizesse o mesmo que ele me fez; torturá-lo e humilhá-lo. Mas eu não sou assim, essa conduta não faz parte do meu caráter, nem da minha ética. Mentes que procuram vingança destroem estados, enquanto as que procuram a reconciliação constroem nações"
 
(Nelson Mandela)
Fonte: Entrevista ao diário londrino The Observer, na sua casa de Cape Town em 2007.

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Sangue nas mãos

Um jovem conta a seguinte história: 
 
Meu pai, passando por determinado lugar, ouviu alguém dizendo: "Hoje vou matar fulano". Chegando a casa, escreveu um bilhete, e me mandou correndo entregá-lo à pessoa ameaçada. No caminho, fiquei distraído, brincando, atirando uma pedra em um passarinho. Quando me lembrei da urgência do recado, saí correndo, e, em lá chegando, o destinatário já estava morto. O assassino, mais apressado do que eu, chegara primeiro e consumara o seu intento. 
 
Ao voltar, meu pai já sabia da história e me perguntou: 
 
- Que sangue é esse em suas mãos? 
 
- É de um passarinho que eu matei - respondi. 
 
- Não, meu filho. O sangue que mancha suas mãos é o da pessoa que morreu porque você não a avisou a tempo.
 
Alcides Peres
Ilustrações Selecionadas

A coragem de João Sanches

João Sanches, condenado pela Inquisição a morrer queimado, foi amarrado ao poste com cordas que o fogo queimou em primeiro lugar. Livre assim ele saiu em direção ao Tribunal. Pensaram que ele, arrependido, fosse retratar-se, ou que, desesperado, fosse atacar alguém como vingança. Nada disso aconteceu. Ele confirmou que tinha tanta certeza da vida eterna com Jesus que voltava voluntariamente para morrer queimado. E assim o fez: morreu pelo Cordeiro que dera primeiro a sua vida por ele. 
 
"Porque eu estou pronto, não só a ser ligado mas ainda a morrer... pelo nome do Senhor Jesus" (At 21.13).
 
Alcides Peres
Ilustrações Selecionadas

Ela conseguiu salvar seu lar

Uma senhora crente com os atributos que acompanham a fé, viu seu marido cair nos braços de outra, deixando o lar e os filhos. Com extraordinária resignação, disse ao esposo: 
 
- Leve a chave da porta que continuará aberta para a sua volta depois da decepção: sua esposa estará pronta para recebê-lo! 
 
Três meses depois, uma madrugada, a porta se abriu. Aquela heroína percebeu logo do que se tratava e ternamente disse: 
 
- Pode entrar, sua esposa e seus filhos estão orando pela sua vitória. 
 
"Esperei com paciência no Senhor, e Ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor!" (Sl 40.1).
 
Alcides Peres
Ilustrações Selecionadas

O salmo 23

Um dos mais belos textos jamais escritos, senão o mais belo da literatura universal, é o Salmo 23, de Davi. Crê-se que Davi compôs esse belíssimo hino de louvor a Deus quando ainda moço, enquanto guardava o rebanho, no mesmo campo onde, mil anos mais tarde, outros pastores ouviram o coro angelical anunciando o nascimento do Salvador. 
 
Não existe crente criança, moço, velho, que não conheça o Salmo 23, e que não tenha se valido dele em louvor ao Senhor. 
 
A. T. Beecher, assim se expressou sobre esse Salmo: "Este Salmo tem voado para cima e para baixo na terra, como um pássaro, cantando o mais doce cântico jamais ouvido. Tem acalmado mais aflições do que todas as filosofias do mundo. Prosseguirá gorjeando para vossos filhos, para os meus, e para os filhos deles, até o fim do tempo. Quando tiver realizado sua missão, voará de volta para o seio de Deus, recolherá as asas e continuará para sempre, cantando no feliz coro daqueles que ajudou a levar para lá"
 
"O Senhor é o meu pastor, nada me faltará" (Sl 23.1). 
 
Alcides Peres
Ilustrações Selecionadas

Os Valdenses e a Bíblia

Foi prática muito comum entre os valdenses incluir a Bíblia entre as finas mercadorias que ofereciam de porta em porta. Admitidos à presença do comprador, apresentavam a mercadoria a ser vendida: jóias, fazendas, lenços, etc... Quando já haviam exibido tudo, vinha-lhes a pergunta: "Não há mais alguma coisa?" "Há sim! E muito mais valiosa do que essas!" E, então, apresentavam exemplares da Palavra de Deus.
 
Natanael Almeida
Coletânea de Informações

 

Viagem para a eternidade

Um garoto viajava sozinho de trem, num dia quente. Os passageiros estavam em extremo desconforto. E o cenário também não era muito interessante, porque passavam pelo deserto do Arizona, nos E.U.A. Uma senhora sentada ao lado do garoto perguntou: 
 
- Você não está cansado de viajar tanto? 
 
O garoto sorriu e disse: 
 
- Estou um pouco cansado, mas não tem problema não. Meu pai estará me esperando quando eu chegar a Los Angeles. 
 
Às vezes ficamos um pouco cansados dos embates da vida, mas é fascinante saber que Jesus está à nossa espera, no fim da jornada da vida. Nenhum escritor pode descrever a alegria de estar com Ele para sempre 
 
Natanael Almeida 
Coletânea de Ilustrações

Vitória

A batalha desenvolvia-se áspera e sangrenta. O ímpeto do ataque inimigo era avassalador. Aflito, o capitão apresentou-se ao comandante e gritou: 
 
 - General! E impossível continuar a luta; são muitos os soldados inimigos! Jamais os venceremos! 
 
- Capitão - respondeu, calma e friamente, o comandante -, não estamos aqui para contar os inimigos e sim para vencê-los; e vamos vencê-los! 
 
 - Ossiam Davies 
 
Natanael Almeida 
Coletânea de Ilustrações

Divinas harmonias

Um viajante que visitou a catedral de Pisa conta como parou defronte da majestosa cúpula e lhe contemplou as linhas graciosas. 
 
 Repentinamente o ar se encheu de música. A grande cúpula vibrava de harmonia. Ondas de música vibravam como sons de um grande órgão, para em seguida suavizarem e perderem-se como ecos à distância. As harmonias haviam sido produzidas pelo guia que, em dado momento, havendo retardado os passos, tangera uma corda tripla. Dentro da abóbada mágica, todo som se transforma em harmonias, e nenhuma dissonância pode atingir o ápice da cúpula e permanecer como tal. 
 
 Uma palavra, um passo, um ruído ou murmúrio da multidão, em baixo são, de alguma forma, transformados em notas agradáveis. 
 
Se uma cúpula, obra das mãos do homem, pode harmonizar todas as dissonâncias, podemos nós duvidar que, sob a grande cúpula dos Céus divinos, todas as coisas possam juntamente contribuir para o avanço do divino propósito de redenção de todos quantos O amam? 
 
Todo sofrimento, lágrima ou dor, podem ser amalgamados em harmonias dentro da cúpula celeste da divina graça. 
 
D. Peixoto da Silva
Mil Ilustracoes Selecionadas

Por amor a você

Era uma radiosa manhã de primavera. O sol brilhante iluminava as ruas estreitas e pitorescas de Florença, projetando uma profusão de luz no gabinete de trabalho de um dos mais famosos pintores de Toscana, André Verrochio. Seu discípulo, um rapaz muito pálido, curvado sobre seu cavalete, parecia completamente absorvido no trabalho.
 
De repente o jovem pintor foi interrompido. Uma mulher idosa, entrando no aposento, lhe disse com voz cheia de emoção: 
 
- Meu filho, o mestre deseja vê-lo. Vá logo ter com ele. 
 
Imediatamente, Leonardo deixou a palheta e os pincéis, e dirigiu-se ao quarto do seu venerando mestre, que se encontrava bastante debilitado. 
 
- Leonardo, disse-lhe o doente, com voz muito sumida, não vou durar mais muito tempo; quer fazer-me um favor? É o último pedido que lhe faço. 
 
O jovem ajoelhou-se junto do leito de seu mestre, tomou entre as suas mãos a mão trêmula que se lhe estendia e respondeu com forte emoção: 
 
- Meu mestre, para satisfazer um desejo seu farei tudo o que estiver ao meu alcance; não há nada que me pareça ir além do amor que tenho a você. 
 
O doente fixou os olhos baços, durante algum tempo, nos olhos de seu discípulo e depois disse: 
 
- Leonardo, o trabalho que eu comecei para o altar do claustro de São João... Você poderá acabá-lo por mim? 
 
Leonardo baixou os olhos e, depois de alguns instantes, disse: 
 
- Mestre, não sou capaz, absolutamente não sou capaz! Eu estragarei a sua obra se nela tocar. 
 
Verrochio sorriu e disse com voz calma e nítida: 
 
- Não, meu filho, faça o melhor que puder. Trabalha por amor a mim. A pintura precisa de ser acabada e você pode fazer isso. 
 
A tarde descia com suas sombras melancólicas quando de um pobre casebre de Florença começou a subir para o céu a súplica de um coração ardente: "Meu Deus, dizia Leonardo - porque era ele que se encontrava de joelhos - ajuda-me por amor de meu mestre a fazer o melhor que eu puder! Não sou digno dessa obra, bem o sei, mas auxilia-me por amor dele." 
 
Passou-se um mês - período de sérias aflições para o jovem artista - pois ele sentia que a hora da partida de seu mestre se aproximava rapidamente. Afinal concluiu a pintura e apresentou-a ao doente, dizendo: 
 
- Eu fiz o que pude, meu mestre; fiz por amor a você! 
 
Com grande admiração o bom velho, derramando lágrimas, respondeu-lhe, agitado por grande emoção: 
 
- Meu filho, meu filho, você triunfou, e muito bem! Não preciso voltar mais ao trabalho e Florença vai se orgulhar do nome de Leonardo da Vinci
 
- Respigando. 
 
D. Peixoto da Silva
Mil Ilustracoes Selecionadas

A cerca

Na região rural de um certo município deste nosso grande Brasil, houve uma disputa quanto à posição de uma cerca que dividia duas propriedades. A disputa agravou-se, terminando num processo que se arrastou por anos. Aconteceu que um dos proprietários, chamado Amaro, vendeu suas terras a um advogado da cidade. Como a disputa era conhecida de todos, o comprador logo se dirigiu ao local, para ver a tal da cerca. Foi quando apareceu Antônio, o outro proprietário, para cumprimentar o novo vizinho. Depois das saudações, começou logo a falar na cerca e dos limites que ele julgava correto. 
 
- Onde acha o senhor que a cerca devia estar? perguntou o novo proprietário. 
 
- A cerca está palmo e meio para cá, no meu lado, disse Antônio. 
 
Em resposta, o advogado indicou uma linha a três palmos para além da marca indicada por Antônio. 
 
- Ora, disse ele, ponha essa cerca aqui. 
 
- Mas isso é mais do que eu pleiteio! - respondeu o fazendeiro.
 
- Sim, replicou o advogado, mas eu prefiro ter paz com meus vizinhos, a ter palmo e meio a mais de terra. 
 
- Bem. . . bem. . . gaguejou, surpreso, o lavrador, isto não está certo! Sabe de um coisa, e
Esta cerca fica como está. Não se fala mais nisso, meu amigo! 
 
A disputa terminou e os vizinhos viveram em harmonia. 
 
D. Peixoto da Silva 
Mil Ilustracoes Selecionadas
(Adaptado)

Vitória pela cruz e por Cristo

Preparava-se Constantino, o Grande, para enfrentar Maxêncio na batalha da Ponte Mílvia. Os cristãos que faziam parte do exército de Constantino não se mostravam muito ardorosos, entendendo que a guerra não se ajusta ao sentimento cristão. Na madrugada que antecedeu à batalha, Constantino fez correr entre os soldados uma notícia impressionante: "Tive uma visão, na qual uma cruz brilhava no céu, sobre o campo de batalha, e ouvi uma voz que dizia: "ln hoc signo vinces" ("Por este sinal vencerás"). 

 Diz-se que por esse meio Constantino conseguiu comover e mobilizar os cristãos que, bem dispostos à batalha "pela cruz", lhe deram a vitória e, com ela, o Império Romano. Constantino mostrou-se grato aos cristãos, tornando o cristianismo a religião oficial do Império. Embora seja difícil, comprova a história que a visão assim propalada despertou o entusiasmo dos combatentes cristãos. Foi fácil, trezentos anos depois da passagem de Cristo entre os homens, mobilizar os cristãos apelando para os seus legítimos sentimentos. 

Natanael de Almeida 
Coletânea de Ilustrações

Vitória, não com armas

Por um período de aproximadamente trezentos anos, no fim do primeiro e começo do segundo milênio do cristianismo, os que se diziam cristãos organizaram as famosas Cruzadas, que fizeram da Palestina um sangrento campo de batalha, com o objetivo, diziam, de libertar o túmulo de Cristo. De fato, um túmulo vazio. O grito que conclamava os guerreiros cristãos, na voz de Pedro Eremita, era: "Deus o quer!" E, por trezentos anos, o ódio cresceu entre maometanos e cristãos. Embora ganhassem algumas batalhas, os "cristãos" perderam a guerra longa e sanguinolenta. Nos dias primitivos foi diferente: com amor, orando pelos inimigos que os matavam na arena do circo romano, os cristãos, em período igual de três séculos, conquistavam o Império Romano - pacificamente, e com amor. 
 
Natanael Almeida
Coletânea de Ilustrações 

Viver cristão, o ideal

"Procurarei viver este dia de um modo simples, afastando prontamente todo pensamento de descontentamento, ansiedade, desencorajamento, impureza e egoísmo; cultivando alegria, magnitude, amor e o hábito de santo silêncio; usando de economia nas despesas, generosidade no dar, cuidado na conversa, diligência no serviço, fidelidade nos compromissos, e fé tranquila em Deus." 
 
- Bispo Vincent 
 
Natanael Almeida 
Coletânea de Ilustrações

Jesus nos amou na condição em que estávamos

Na linda ilha francesa de Guadalupe estava sendo realizada uma reunião evangélica ao ar livre. Um jovem, bastante alcoolizado, parou para ouvir. Henrique tivera boa educação e chegara a ter perspectivas de uma brilhante carreira futura. Mas a bebida e as más companhias o arrastaram para uma vida derrotada. Agora, ao ouvir a pregação, o Espírito de Deus penetrou-lhe a mente entenebrecida, levando-lhe a convicção de que aquela vida inútil devia ser transformada. Jesus Cristo foi aonde Henrique estava para salvá-lo de seu pecado. 
 
Anos mais tarde, quando me encontrei com ele, percebi que estava em frente não apenas de um a cristão sensato, mas também de um testemunho vivo do poder salvador de nosso Jesus. 
 
- Meditações Matinais.
 
D. Peixoto da Silva 
Mil Ilustrações Selecionadas 
(adaptado)

Amai-vos uns aos outros

Em Miami, Flórida, jaz num leito de hospital o pequeno Allen McDonalds, de 10 anos de idade. Tinha mais da metade do corpo coberto de queimaduras de segundo e terceiro graus. O cirurgião declarou que uma operação de enxerto da pele era necessária a fim de salvar-lhe a vida. 
 
Sem um momento de hesitação, John, o irmão de Allen de 14 anos, prontificou-se a dar a quantidade de pele que fosse necessária. Sua oferta foi aceita, e o médico cortou muitos centímetros quadrados de tecido das coxas de John e enxertou-as no corpo queimado de seu irmão. 
 
Que admirável exemplo de dedicação fraternal! John McDonalds aceitou o desafio de João, o apóstolo: "Amemo-nos uns aos outros." Talvez não sejamos chamados a ajudar um irmão com metade do corpo queimado, mas há muitos outros desafios de amor que a cada dia se apresentam pra nós. O que faremos?
 
D. Peixoto da Silva 
Mil Ilustrações Selecionadas
(Adaptado)

Isso é amor!

Conta-se a história de uma órfã que foi adotada por uma adorável senhora que desejava ouvir a disparada de pequeninos pés e o riso de crianças. A menina estava encantada com o seu novo lar e os vestidos novos que sua nova mãe lhe fizera. A senhora a ensinara a chamá-la "mamãe". E puxou-a então a si e beijou-a. A pequena, que jamais havia conhecido o amor de mãe, olhou surpresa com os seus lindos olhos castanhos, e perguntou: "Mamãe, que é isso?" 
 
"Querida", respondeu a senhora, "isto é amor!" 
 
"Oh, mamãe", suspirou a menina, "se isto é amor, eu desejo mais." 
 
Quando provamos as "insondáveis riquezas" do amor de Cristo, também desejamos mais dele. 
 
D. Peixoto da Silva 
Mil Ilustrações Selecionadas

O poder do amor

Há muitos anos, havia em Chicago um rapaz que frequentava uma das escolas dominicais; sua família, porém, mudou-se para outra parte da cidade que distava cinco quilômetros da escola mencionada. Depois de haver mudado de residência, para assistir a sua antiga escola tinha necessidade de passar em frente de outros lugares onde se reuniam outras escolas dominicais. 
 
Um domingo de manhã, uma jovem estava buscando alunos para sua escola e, encontrando este jovem no caminho, lhe perguntou por que ia tão longe para assistir à escola dominical, havendo outras mais perto e tão boas como a sua. O jovem respondeu: 
 
- Talvez todas sejam boas para as outras pessoas, mas para mim não o são; porque aonde vou, me amam. 
 
- Então, disse a senhorita, foi o amor que te ganhou. 
 
D. Peixoto da Silva 
Mil Ilustrações Selecionadas

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Espírito de Cristo


Durante um período de fome em Moçambique, duas mães vieram pedindo para fazer algum trabalho em troca de um pouco de farinha de milho. Deixaram suas duas filhinhas conosco, enquanto trabalhavam. No decorrer da manhã, levei quatro bananas para as duas meninas.Agradeceram-me pelas bananas e então ouvi uma delas dizer à outra: "Vamos comer uma só cada uma, e guardar as outras para nossas mães". E assim elas fizeram.
 
Se duas meninas famintas, de lares não-cristãos, podiam distribuir o pouco que tinham, quanto mais nós cristãos não havemos de pôr em prática a Regra Áurea de nosso Mestre? Todos nós precisamos ser mais atenciosos e generosos no uso que fazemos do nosso tempo, energia e bens. Acima de tudo, precisamos do espírito de Cristo como base de todos os nossos atos. Não está o espírito de Cristo resumido na Regra Áurea? Não é verdade que Cristo mesmo se colocou em nosso lugar e compartilhou conosco tudo que Ele era?
 
Edite Riggs Gillet (Moçambique)
Coletânea de Ilustrações - Natanael de Barros Almeida

Vidas conduzidas a Cristo

Ignorando os circunstantes, certo homem, numa reunião de avivamento, conduziu ao altar e à aceitação de Cristo, um rapazinho seu conhecido. Mais tarde, quando se referia a esse evento, seus olhos brilhavam e sua voz se embargava pela emoção, porque aquele rapazinho tornou-se um obreiro de fama mundial, conhecido como o missionário William Taylor.
 
Um homem obscuro conquistou William Taylor, um rapazinho da roça, para Cristo. William Taylor, feito homem, pregou o evangelho com poder em quase todos os continentes e em algumas ilhas dos mares. Ele, por sua vez, conquistou milhares de almas para Cristo.
 
Conduzir os jovens a Cristo é o mais eficaz meio de propagar o evangelho do reino. Quando um jovem se entrega a Cristo e vive de acordo com a fé que abraçou no Espírito do Mestre, ele tem uma existência inteira a sua disposição para servir ao Senhor Jesus, que disse: "O que crê em mim fará as obras que eu faço; e as fará ainda maiores que estas". Pela fé, cumprindo nossa missão de ganhar almas, poderemos achar outros imitadores de William Taylor.
 
(Virgínia Ocidental, E.U.A.)
Coletânea de Ilustrações - Natanael de Barros Almeida

Alma, seu valor

"Sabedoria! Força! Riqueza! Se eu tão somente tivesse estas coisas poderia verdadeiramente viver." Assim pensam os homens mundanos. Essas coisas, porém, à parte de Deus não trazem nenhuma alegria nem felicidade duradouras.
 
Conta-se a história de um marinheiro que estava a bordo de um navio prestes a naufragar, carregado de ouro, nos tempos das conquistas espanholas. O comandante ordenara que todos os homens abandonassem o navio. Ao fazer ele a derradeira ronda para certificar-se de que ninguém seria deixado a bordo, encontrou um homem assentado sobre um barril de barras de ouro, e com outro aberto diante dele.

- Que está afinal fazendo aqui, homem? Não sabe que a embarcação está afundando? - gritou o capitão.

- Sim, senhor - respondeu o homem. Mas não me importo. Fui um homem pobre toda a minha vida, e pelo menos vou morrer rico.

Mas o preço da concupiscência humana é alto, pois: "Que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mt 16.26).
 
Coletânea de Ilustrações - Natanael de Barros Almeida

Ajudando uns aos outros

 
As chamas destruíam uma loja de curiosidades em Água Prieta, no México, e ameaçavam os prédios vizinhos. Naquele domingo de dezembro, oficiais mexicanos telefonaram ao nosso departamento de incêndios pedindo ajuda. O prefeito obteve rapidamente a aprovação do Conselho, para que nossos homens e carros seguissem em socorro da cidade irmã, através da fronteira.

No dia seguinte, um oficial da cidade mexicana disse: "Quero dar meus especiais agradecimentos em nome do meu pais por sua bondade, ajudando-nos ontem. Somos muito gratos".

As mangueiras tinham sido conduzidas da alfândega até onde havia fogo. O chefe dos bombeiros, o chefe da polícia e o prefeito atravessaram a fronteira para ajudar. "Não podemos ficar parados e deixar que o fogo destrua um quarteirão inteiro a uma milha de distância", dissera o chefe dos bombeiros.

Um modo de expressar nossa gratidão a Deus é ajudarmos nossos vizinhos, sejam quem forem e qualquer que seja a necessidade deles.

Kenneth E. Nelson (Arizona, E.U.A.)
Coletânea de Ilustrações - Natanael de Barros Almeida

Fontes de Bênçãos

Num dia de verão, certo viajante vagava à procura de descanso e prazer, perto da foz de um grande rio. Chegando a hora que a maré estava baixa, ele viu uma esplêndida fonte de água cristalina, fresca e pura jorrando das rochas. Duas vezes ao dia a água salgada subia acima
daquela linda fonte de água fresca, cobrindo-a totalmente. Mas quando a maré esgotava as suas forças e se retirava para as profundezas do oceano, da fonte brotava a água pura e cristalina novamente.
 
Se o coração do homem for realmente uma fonte do amor de Cristo, ele há de fazer brotar do seu interior a água pura e cristalina, mesmo por entre as ondas da política, dos negócios e das atividades mais variadas. E possível que a maré da vida, com seus interesses, tente suplantar e engolfar a fonte, mas o mundo esgotará as suas forças e aqueles que trazem em seu coração a presença do Espírito Santo serão sempre vitoriosos. Reaparecerão com mãos puras, corações limpos, manifestando a mente de Cristo, com a consciência livre de ofensa a Deus e aos homens.
 
Katherine Bevis (Texas, E.U.A.)
Coletânea de Ilustrações - Natanael de Barros Almeida

Fidelidade e Perseverança

Em 1924 se celebraram os Jogos Olímpicos em Paris. Foi durante a Olimpíada que Eric Liddell, o escocês voador, surpreendeu a Inglaterra ao negar-se a correr a corrida dos 100 metros porque a competição seria realizada no domingo, o dia do Senhor.

Liddell, estudante da Universidade de Edimburgo, fez a primeira de suas marcas em 1920 e logo se tornou uma estrela. A descrição que fizeram dele não era um exagero: "O atleta mais famoso, popular e amado que a Escócia já produziu".
 
A segunda característica que distinguiu Eric Liddell foi o seu interesse pelos outros. Dizem que durante uma das corridas ele insistiu em falar com um corredor negro com quem ninguém falava. Além disso, o hábito de apertar a mão de seus oponentes e desejá-los bem havia se formado. Todo mundo o amava.

Liddell era uma peça importante na equipe olímpica britânica em 1924. Quando o programa das competições olímpicas foi tornado público, a corrida de 100 metros apareceu agendada para um domingo. Liddell não tentou fazer de sua posição uma exposição, ele simplesmente explicou que não participaria. As autoridades britânicas ficaram horrorizadas. Ele foi acusado de trair seu país, mas Liddell permaneceu firme em sua decisão. Para ele, o respeito pelo dia do Senhor era tão natural quanto respirar, de modo que sua decisão não era algo difícil para ele. Ele tinha o poder de perseverar e permaneceu fiel à sua decisão, apesar de toda oposição e críticas.
 
Em vez de correr os 100 metros, ele partiu para participar da corrida de 400 metros. Acreditava-se geralmente que atletas especializados nos 100 e 200 metros não se destacavam nos 400 e 800 metros e, precisamente, o tempo de Liddell nos 400 metros não era nada extraordinário. Na sexta-feira, 11 de julho de 1924, Liddell venceu e também bateu o recorde mundial, deixando-o em 47,6 segundos.
 
Quando Liddell retornou a Edimburgo, ele foi recebido como um herói. No ano seguinte, 1925, cumprindo outro de seus sonhos de infância, ele foi para a China, onde serviu como missionário pelo resto da vida. Em 1942, a província chinesa onde ele morava, foi invadida pelo exército japonês. Liddell enviou sua esposa e duas filhas para o Canadá. Ele nunca conheceu sua terceira filha, nascida pouco depois naquele país, porque em 1943 ele foi internado em um campo de concentração. Lá ele se dedicou a cuidar das necessidades físicas e espirituais de seus companheiros de prisão, até que faleceu em 1945.
 
Quando vi o filme Carruagens de Fogo, que apresenta a vida de Eric Liddell, me senti atraído pelo magnetismo de sua persistência. A perseverança atrai. O ponto forte da película é quando o Príncipe de Gales e as autoridades britânicas puseram em jogo todos os seus dotes persuasivos para convencê-lo a correr no domingo. Quando ele respondeu que não o faria no dia do Senhor, um grupo de adolescentes que estava vendo a película se pôs de pé e aplaudiu. Observavam sem respirar a história de Liddell. Sua perseverança lhes impactou mais que seus recordes mundiais.
 
John Haggai / José Luis Martínez - 502 Ilustraciones Selectas
777 Ilustrações Missionárias

A influência do líder cristão - amor sacrificial

Provavelmente nenhum estrangeiro exerceu uma maior liderança sobre as pessoas de Shaohsing, na China, em princípios do século vinte, que o doutor Claude H. Barlow (1876 - 1969). Este missionário médico, que foi homem modesto, foi a personificação do domínio próprio.
 
Uma estranha enfermidade, cuja cura era desconhecida, estava matando as pessoas e não se dispunha de um laboratório no qual pudessem se realizar, sobre a doença, pesquisas apropriadas. O doutor Barlow encheu seu caderno de notas com observações acerca das peculiaridades da enfermidade em centenas de casos. Então, havendo se apoderado de uma pequena proveta que continha os micróbios da enfermidade, navegou até os Estados Unidos. Pouco antes de chegar, aplicou os germes em seu próprio corpo e foi rapidamente até o Hospital da Universidade Johns Hopkins, onde havia estudado.
 
Claude Barlow estava muito enfermo, de maneira que se pôs nas mãos daqueles que haviam sido seus mestres, oferecendo-se como cobaia, para que eles estudassem e experimentassem sobre seu corpo. Encontraram a cura e o jovem médico se recuperou. Regressou de novo ao barco para a China com o tratamento científico que curaria aquela praga e logrou salvar a vida de multidões inteiras.
 
Quando lhe perguntaram acerca de sua experiência, o doutor Barlow disse simplesmente: “Qualquer um faria o mesmo. Por acaso me encontrei na situação adequada e tive a oportunidade de oferecer meu corpo”. 
 
Que tremenda humildade! Que grande amor o seu!
 
Não é de estranhar, portanto, que as multidões seguissem a liderança de Barlow, depois de seu regresso. Demonstrou o domínio do amor. Arriscou a vida e digamos que também sua reputação e seu futuro ministério, tentando o impossível e motivando a outros graças a seu amor que foi manifesto na entrega de todo o seu ser para o benefício do próximo. E a qualidade inigualável desse amor foi seu autodomínio, seu controle de si mesmo.
 
É essa classe de líderes a que atrai seguidores e os faz desejar seguir atrás de um tal condutor.
 
John Haggai / José Luis Martínez - 502 Ilustraciones Selectas
777 Ilustrações Missionárias

Indiferença

 A indiferença mata:
 
O amor no lar
O estímulo no trabalho
A relação na amizade
O entusiasmo na igreja
A perseverança na missão, até que Ele venha
 
Os indiferentes nunca ajudam em nada. Os apaixonados sim, ainda que estejam equivocados; pois ao seu lado podemos nos sentir vivos e manter motivos para seguir vivendo. Cristo é o exemplo supremo de homem apaixonado pelas grandes tarefas e compromissos.
 
José Luis Martínez - 502 Ilustraciones Selectas (adaptado)
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A melhor forma de cobater o erro

Quando temos a tentação de atacar as superstições das pessoas e os costumes religiosos tão inúteis de muitos, recordemos do seguinte:
 
Se vemos na rua um cachorro sarnento e enfraquecido, mas que leva em sua boca um pedaço de osso sujo que encontrou num lixão, não podemos convencê-lo a soltar o osso dizendo-lhe, por exemplo, para buscar ossos em lugar limpo ou argumentando que aquele osso está sujo e velho e não é alimento que satisfaça à sua fome. Se o tentarmos, e mais, se buscarmos arrancar-lhe da boca o osso, a única coisa que conseguiremos é ganhar uma mordida.
 
Ele não pode largar aquele osso, ainda que seja velho e sujo, pois é o único que ele tem. A única maneira de convencê-lo é lhe oferecer uma costela fresca e apetitosa. O cachorro notará a diferença e só assim abandonará o osso.
 
Assim ocorre com as superstições e costumes religiosos equivocados dos homens. Não vamos repreendê-los, ou arrazoar, nem vamos tentar tirá-los à força. Vamos dar-lhes uma boa costeleta do evangelho de Jesus Cristo, vamos demonstrar que ele nos alimenta e sustenta muito bem – e só então eles vão deixar seus ossos sujos e velhos.

José Luis Martínez - 502 Ilustraciones Selectas 
777 Ilustrações Missionárias

A história abate o arrogante Urbano VIII

Êxodo 1: 8-22; 1 Samuel 14: 24-45; 18: 6-29; 22: 6-19; 1 Reis 5: 13-18; 12: 1-20; 2 Crônicas 2: 2, 17, 18; Mateus 14: 1-12; Marcos 6: 14-29; Lucas 9: 7-10.

No ano de 1633, o Papa Urbano VIII, que afirmou ser o mais sábio e infalível vigário de Cristo, vangloriando-se de sua "sabedoria" mandou prender Galileu porque ele ensinava que a Terra girava sobre si mesma e ao mesmo tempo Em torno do sol. Ao grande Galileu, para salvar sua vida após ter sofrido por muitos e muitos meses nas masmorras da Inquisição, ele foi trouxe à tona, com a crença dos inquisidores, de que a prisão havia quebrado sua fé nas "heresias" que estava ensinando. Mas como se viu que Galileu ainda mantinha as ideias que havia apresentado anteriormente, o Papa o mandou para a câmara de tortura, onde o pobre velho sofreu muitas vezes, estoicamente, a tortura da corda. Enfim, quebrado e vencido por sofrimentos físicos e morais, ele foi forçado a abjurar nesta forma: “Eu, Galileu, aos setenta anos, ajoelhado diante de suas eminências e tendo diante de meus olhos os Santos Evangelhos que toco com minha próprias mãos, abjuro, detesto e amaldiçoo o erro e a heresia do movimento do terra." 

A justiça divina e a sabedoria que Deus transmitiu aos homens, têm exaltado Galileu colocando-o entre os mais ilustres sábios que o mundo possui conhecido, e humilhado o arrogante Papa Urbano VIII, colocando-o entre os os homens mais presunçosos e ignorantes da terra. 

Exp. Bibl.

500 Ilustrações - Alfredo Lerin


domingo, 4 de outubro de 2020

A rã otimisma

Duas rãs, uma otimista e outra pessimista, caíram ao mesmo tempo em duas recipientes contendo leite. A rã pessimista diz: "Não consigo sair desta desajeitado, porque as paredes são muito lisas. Não consigo respirar o leite, vou sufocar, estou perdido. " E, com efeito, ele sufoca e morre. 
 
A rã otimista também não sabe o que fazer; mas como ele é otimista, ele tenta faça algo e isso estremece em todos os sentidos. Como está continuamente em movimento, Bata o leite com tanta força que vire manteiga. A rã em seguida, ele senta na manteiga e pode respirar livremente. 
 
Isso prova que alguém com um caráter otimista sempre faz algo, mesmo quando você não sabe o que fazer para sair de uma situação difícil; mas continue lutando e confiando em Deus e ele é poderoso para nos tornar "mais do que vencedores". 
 
El embajador
500 ilustraciones - Alfredo Lerin

Como serpente morderá

Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim, ele morde como serpente e envenena como víbora. Pv 23.31,32
 
O perfurador de poço Andre Poultier, de Rouen, França, apostou em um grupo de amigos em um restaurante, que beberia trinta e nove copos de vermute em dez minutos. Ele ganhou a aposta: E caiu morto.
 
500 Ilustraciones - Alfredo Lerin

sábado, 3 de outubro de 2020

Um nobre romano

Talvez vocês já tenham ouvido a história de um jovem romano que fora condenado à morte. Tinha cometido um crime de traição e acabava de ser condenado à morte pelos juiz, quando se adiantou o seu irmão mais velho que tinha servido à pátria nos campos de batalha, defendendo-a contra os inimigos e perdendo os dois braços.
 
Este, pondo-se em pé diante dos juízes, erguendo os tocos dos braços decepados, intercedeu pela vida do irmão; não pelo que o irmão fizera, mas pelo que ele, o intercessor, fizera. Reconhecia que o seu irmão era criminoso e merecedor da morte; mas, pelo que tinha feito em defesa da pátria, implorava que a vida lhe fosse poupada. Considerando os argumentos deste nobre romano, os juízes, pelos seus merecimentos, perdoaram o irmão criminoso.
 
É exatamente o que Cristo faz por todos nós, pecadores. Cristo morreu no Calvário para que pudéssemos viver. Nós merecemos a morte; mas, pela intercessão de Cristo, que deu a Sua vida para nos salvar, Deus perdoa os nossos pecados. 
 
– The Traveler's Guide.

O amor é cortês

O General Lee dirigia-se de trem para Richmond. Havia muitos homens no carro. Numa das estações embarcou uma senhora bastante idosa e visivelmente enferma. Tinha já percorrido quase todo o carro, quando chegou junto do general, que se levantou e lhe deu o lugar.

Imediatamente muitos homens se ergueram para oferecer ao atencioso militar a sua cadeira. "Obrigado, cavalheiros" – respondeu ele – "onde não há lugar para uma senhora idosa e respeitável, muito menos haverá para um general." – O.S. M. 
 
Mil Ilustrações Selecionadas - D. Peixoto da Silva

 


Amor Divino

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. (Jo 3.16,17)

Um ministro escocês em Glasgow estava num sábado pela manhã buscando ilustrar o amor de Cristo, e contou a história de uma mãe que tomou seu pequeno filho numa noite e foi para uma das montanhas escocesas. Caiu neve e ela perdeu o caminho. Exausta, foi forçada a deitar-se na neve, depois cobriu a criança com seu "xale". Na manhã seguinte ela foi encontrada morta.
 
Disse o ministro: "Seu filho foi achado com vida, e cresceu, deve ser hoje um homem de trinta anos de idade. Se ele ainda vive e se lembra daquela história, como sua mãe o salvou desabrigando-se a si mesma, estou certo de que se lhe expandiria o coração de amor por haver tido uma mãe tal. Deve reverenciar-lhe a memória e agradecer a Deus constantemente pelo que ela por ele fez. E tu, amigo, se não amas a Jesus cristo, que morreu para te salvar, és um filho ingrato."
 
Passados uns poucos dias, foi o ministro chamado para conversar com um homem moribundo, que havia muito estava enlameado no pecado. Era o filho daquela mãe. Ele fora à igreja naquela manhã e ouvira a narrativa. Não podia evadir-se da aplicação da mesma. Em seu leito de morte aceitou o Cristo do Calvário.
 
 – Keith L. Brooks. Mil Ilustrações Selecionadas - D. Peixoto da Silva

Liberte este indigno

Visitando um presídio, certa autoridade ia perguntando a cada um dos presos a razão da sua detenção. Cada um procurava provar que estava sendo injustiçado, mostrando-se inocente. Fez a mesma pergunta a um crente, e este respondeu:

- Estou aqui porque errei.

A autoridade chamou o encarregado do presídio e ordenou:

- Solte este homem, porque ele é indigno de estar aqui no meio de tanta gente boa.

"O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará, mas o que as confessa e
deixa, alcançará misericórdia" (Pv 28.13).
 
Ilustrações Selecionadas - Alcides Conejeiro Peres

Alembert não era o único

Jean Le Rond d'Alembert, escritor, filósofo, e matemático francês, frequentava com assiduidade o palácio de Lorena. Querendo atrair a atenção sobre si, irreverentemente afirmou:

- Sou eu o único neste palácio que não crê em Deus e por isso não o adora.

- Engana-se - respondeu a princesa - o senhor não é o único neste palácio que não crê em Deus e nem o adora.

- Quem são os outros? - perguntou o sábio.

- São todos os cavalos, e os cães que estão nas cavalariças e nos pátios deste paço - respondeu a princesa.

- Assim, estou sendo comparado aos irracionais!?

- De modo algum, tornou a princesa. Embora os irracionais não tenham conhecimento nem adorem a Deus, não têm a imprudência de se vangloriar disso.

"Disse o néscio em seu coração: Não há Deus" (SI 53.1a).
 
Ilustrações Selecionadas - Alcides Conejeiro Peres

 


Convidar Sempre

Um pastor, aconselhando sua igreja a convidar, contou a seguinte ilustração:

Havia em certa igreja um crente muito dedicado à evangelização pessoal. Evangelizava, entregava folhetos, convidava, convidava, e insistia. Chegava a ser cansativo em sua insistência.
 
Próximo de sua casa, havia uma pequena alfaiataria. O atelier ficava num jirau, que se alcançava por uma escada de madeira. Ali o alfaiate pedalava a sua máquina o dia inteiro. O crente entrou pela centésima vez porta a dentro e puxou conversa, renovou o convite para o culto da igreja naquele dia. O alfaiate que não estava bem-humorado, subitamente empurrou o crente escada abaixo dizendo:

- Desapareça daqui seu fanático!

O crente se levantou, ajeitou a roupa, olhou para cima e disse:

- Está bem, eu desapareço, mas o senhor vai à igreja hoje. Não vai?

"Que pregues a palavra a tempo e fora de tempo" (2 Tm 4.1).
 
Ilustrações Selecionadas - Alcides Conejeiro Peres

Um lucro de quatrocentos por cento

J. Hudson Taylor, no seu tempo de estudante, na Inglaterra, teve muitas confirmações de Deus sobre sua chamada para ser missionário na China.

Conta-se que certa vez foi chamado a socorrer uma senhora moribunda, admirando-se de que o pedido surgisse de um católico, mas soube depois que o padre se recusara a atender ao chamado, porque o necessitado não tinha dezoito pence para pagar adiantado.
 
Hudson era estudante pobre. Tudo o que tinha no momento se resumia numa tigela com o suficiente para alimentar-se à noite e para o desjejum do dia seguinte, e uma moeda de meia coroa no bolso.

Chegou finalmente a uma habitação paupérrima. Foi conduzido ao quarto de dormir cheio de molambos, onde estava a doente.

- Você me pediu que viesse orar pela sua esposa. Ajoelhemo-nos e oremos! - disse Taylor.

Nem bem tinha começado a orar, doeu-lhe a consciência por estar na presença de Deus, diante de pessoas tão necessitadas, e ele, com meia coroa no bolso. Não conseguiu terminar a oração. Levantou-se, deu a moeda ao velho e partiu.

No dia seguinte a tigela de mingau não faltou. Antes de terminá-la o carteiro bateu à porta, e, pouco depois, a proprietária vinha entregar-lhe um envelope. Não pôde atinar de onde viera, nem conheceu a letra. Dentro do envelope um par de luvas, e dentro de uma das luvas meio soberano.

Tivera a sua meia coroa restituída (não sabia por quem), com um lucro de 400%.

"E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão" (Mt 10.42).
 
Ilustrações Selecionadas - Alcides Conejeiro Peres

A morte de Policarpo

Policarpo, em sua mocidade, foi aluno do apóstolo João. Foi condenado a morrer queimado no ano de 156 d.C. Uma carta da igreja de Esmirna para a de Filomênia assim relata a sua morte:

- Mas o admirabilíssimo Policarpo, logo que ouviu falar sobre isso (que o procuravam para prender), não se desencorajou, mas preferiu permanecer na cidade. Entretanto, a maioria conseguiu convencê-lo a retirar-se. Então ele se ocultou em uma pequena propriedade... seus perseguidores chegaram e, como não o encontrassem, aprisionaram dois jovens servos... um deles confessou, sob tortura, o esconderijo do santo. O oficial apressou-se a conduzir Policarpo ao estádio, para que recebesse o castigo que o aguardava por ser seguidor de Cristo. Quando adentrava pelo estádio, ouviu-se uma voz do Céu que lhe dizia: - "Sê forte, Policarpo, e porta-te varonilmente". Essa voz foi ouvida pelos crentes que se achavam presentes...

Policarpo foi ameaçado de ser entregue às feras.

- Se desprezas as feras - disse-lhe o procônsul - ordenarei que sejas consumido na fogueira, se não te retratares.

- Tu me ameaças com o fogo que consome por um momento e logo se apaga, mas desconheces o fogo do juízo vindouro, o fogo da punição eterna, reservado para os ímpios! A multidão, ávida de morte, pede a fogueira para o "Pai dos Cristãos", o "Mestre da Ásia".

Quando quiseram encravá-lo com pregos no poste central ele disse:

- Deixem-me conforme estou. Aquele que me deu forças para suportar o fogo, também me permitirá que permaneça na pira inabalável, sem que seja seguro por pregos. Ao terminar a sua oração, o encarregado acendeu a fogueira e grandes chamas se elevaram ao alto...

"E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra" (Hb 11.36-38). 
 
Ilustrações Selecionadas - Alcides Conejeiro Peres

Pintinhos

Quando criança, o pastor Cícero da Silva gozava da liberdade interiorana e podia acompanhar o crescimento da criação de galinhas no quintal de sua casa. Nisto, tentava dar sua contribuição. Curioso como toda criança, ao perceber que os ovos das galinhas chocadeiras já estavam trincados, pegava um a um e cuidadosamente os abria, como se estivesse fazendo um grande favor às galinhas. Para ele, agindo assim, ajudaria os pintinhos a nascer. Porém, para sua decepção, todos morriam. E, para sua alegria, sua mãe demorou muitos anos para descobrir o "intruso" que estava "gorando" a reprodução.

Quem operou e fez isso, chamando as gerações desde o princípio? Eu, o Senhor, o primeiro, e com os últimos, eu mesmo (Is 41.4). 
 
Ilustrações para enriquecer suas mensagens -

Amor de mãe

Durante um incêndio em uma floresta, um pássaro demonstrava desespero enquanto tentava aproximar-se do ninho em uma árvore, onde seus filhotes viviam desespero semelhante pela ameaça do fogo e da fumaça que já os alcançava. Aquele pássaro sabia que se não conseguisse retirar os filhotes dali, o mais rápido possível, todos seriam queimados. Seus vôos rasantes indicavam as tentativas frustradas de aproximação do ninho, enquanto a árvore começava a queimar-se.

Em dado momento, a mãe-pássaro decidiu "invadir" o ninho, cortando o calor e a fumaça ao pousar junto dos filhotes. De imediato, os cobriu com as suas asas enquanto o fogo sapecava tudo, matando-a instantaneamente. Porém, os filhotes foram salvos pela proteção da mãe.

Embora seja a respeito de um pássaro, esse fato ilustra bem o amor demonstrado por uma mãe, mas também aponta para a realidade divina que alerta:
 
Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti (Is 49.15). 
 
Ilustrações para enriquecer suas mensagens - 

Boi no abate

Quando é levado para o abatedouro, ao pressentir a morte, o boi contrai seus músculos. Por isso, os frigoríficos mantêm uma área ao lado de seu matadouro onde o gado fica "descansando" por determinado tempo, para depois ser abatido. Se for morto diante da expectativa criada quando chega ao frigorífico, o boi libera certa toxina que contamina a carne, além de deixá-la mais dura. A Bíblia alerta:

Melhor é a comida de hortaliça onde há amor do que o boi gordo e, com ele, o ódio (Pv 15.17).
 
 Ilustrações para enriquecer suas mensagens - Antônio Mesquita

Cigarrinha

Embora possua pernas curtas, a pulga consegue pular até 33 centímetros, o equivalente a 133 vezes o tamanho de seu corpo. Mas o recorde no pulo pertence à cigarrinha-da-espuma, que tem 6 milímetros de comprimento e consegue saltar até 70 centímetros de altura, ou seja, 414 vezes o tamanho de seu corpo. Ela pertence a uma espécie que se alimenta da seiva dos vegetais.

A pesquisa é de Malcolm Burrouws, da Universidade de Cambridge, segundo a Folha de São Paulo (31/7/03). Se o homem possuísse a mesma capacidade, conseguiria alcançar altitudes bem acima do Edifício Itália, em São Paulo, um dos mais altos do país, com 154 metros.
 
Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça (Jo 7.24)
 
Ilustrações para enriquecer suas mensagens - Antônio Mesquita

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

A vergonha da embriaguez

Durante a segunda Guerra Mundial um soldado viajava para Chicago em companhia de uma senhora. Esta perguntou-lhe se tinha o costume de beber. "Sempre não, disse ele, mas às vezes bebo quando estou com os amigos."
 
Há meses, contava ele, obtive alguns dias de licença para visitar1ninha família. Telegrafei para eles e para minha noiva. Mas embriaguei-me bastante durante a viagem, e estava desejoso de que algum imprevisto impedisse a vinda de minha noiva à estação. Não queria que ela me visse naquelas condições. Mas ela foi esperar-me e quando me viu andar cambaleante pela plataforma chamou um taxi, ajudou-me a embarcar e, dando o endereço de meus pais ao motorista, foi embora. Cheio de remorso e amargurado tentei conversar com ela nos dias seguintes, mas em vão. Até que afinal ela cedeu e escrevendo uma carta deu-me nova oportunidade. Nesta carta ela dizia:

"Preferia receber do Departamento de Guerra um telegrama noticiando o seu desaparecimento ou morte em ação, a vê-lo como o vi na estação aquele dia".

Que esta experiência nos ajude a guardar-nos puros e abstinentes para honra de nossos queridos, da nossa pátria e sobretudo de Deus. 

Duzentas Ilustrações - D. Peixoto da Silva

O Vinho Envenenado

O historiador grego, Heródoto, diz que Ciro, rei da Pérsia, atacou e conquistou a cidade de Babilônia à noite quando o rei Belsazar e seus nobres estavam embriagados. Não foi o primeiro nem o último rei conquistado quando os seus súditos estavam sob a influência de bebidas alcoólicas.

A vida do rei de Babilônia contrasta com a história de Ciro. Desde criança Ciro foi ensinado a não beber. Certa ocasião, quando estava visitando o seu avô, rei da Média, pediu licença para servir como copeiro. Fez o serviço tão bem que os nobres presentes o aplaudiram. Ficaram encantados com a imitação que o menino fez do copeiro, andando para cá, e para lá, muito compenetrado da sua missão.
 
O rei, seu avô, também louvou-o, mas chamou-lhe a atenção para uma negligência – não havia provado o vinho antes de entregá-lo, como o copeiro costumava fazer; a isto Ciro diz que não havia provado o vinho parque pensava que estivesse envenenado. "Mas, por que você imaginou tal coisa?", perguntou-lhe o avô. "Foi envenenado no outro dia quando o senhor fez festa com os amigos no seu aniversário natalício. Sei que estava, porque o senhor mesmo fez certas coisas que não permite que nós meninos façamos: fez barulho e usou linguagem rude e feia. Não podia nem ficar em pé direito e com firmeza. Por isso julguei que o vinho estivesse envenenado, pois produziu tal efeito".
 
Estas palavras foram um ótimo sermão contra a bebedice.
 
Duzentas Ilustrações - D. Peixoto da Silva

Coragem de Adélia

Há uns 50 anos, o Vale do Urso, tinha a fama de um dos mais depravados lugares da América do Norte. Ali reinava a bebida e a imoralidade. Os assassinatos eram frequentes, e quando a jovem Adélia Fox resolveu ir para lá como missionária, todos ficaram grandemente surpresos. Lá chegando Adélia realizou a primeira reunião no prédio da escola. A sala era pequena mas ficou repleta de homens armados de armas e garrafas. Ameaçaram em altas vozes o missionário, mas ficaram sobremodo surpreendidos quando viram a atraente jovem levantar-se no palco. O silêncio reinou. A reunião não poderia produzir melhores resultados. Gostaram da bela música que ela cantou, das palavras meigas e desembaraçadas que lhes falou.
 
Depois da reunião diversas famílias a convidaram para hospedar-se em suas casas. Ela aceitou o convite da esposa do fabricante do cachaça, o homem conhecido como o mais perigoso e valente do lugar. O menor dos seus filhos estava doente. A jovem Adélia cuidou da criança, tomando todas as providências necessárias para aliviar as suas dores e combater a doença. De tal modo se dedicou que os pais da criança se tornaram seus amigos fiéis. Fizeram-lhe uma casa onde dava as aulas e, pouco a pouco, ela foi ganhando a amizade e confiança de todos.
 
Surgiu então um episódio interessante. Houve uma eleição para decidir se naquele estado seria ou não permitida a venda legal de bebidas alcoólicas. Adélia convocou uma reunião urgente; e fortemente apelou aos seus ouvintes para que votassem contra a venda do álcool, mostrando-lhes como o álcool é prejudicial ao indivíduo, à família, etc. O fiel amigo, fabricante de bebidas, estava escutando pensativo. Quando a missionária explicou que muitas crianças morrem em consequência deste horrível vício dos pais, este homem levantou-se muito vermelho. "A senhora quer dizer que estou matando meus filhos, D. Adélia?", perguntou com raiva.
 
Adélia orou apressadamente ao Senhor, pois o homem estava enfurecido naquele momento.
 
"Sim senhor", respondeu calmamente.
 
O homem ficou atordoado, e confuso – e então jogando o chapéu no chão, num gesto de raiva, declarou: "Nunca jamais beberei álcool! Nem mais o fabricarei e venderei. Que Deus me ajude a agir assim!"
 
E a votação naquele dia foi na grande maioria contra a venda de álcool.
 
Duzentas Ilustrações - D. Peixoto da Silva 

Conselhos egípcios contra a bebida

Não fique esquecido nas destilarias. Tenha cuidado para que as palavras que você diz quando embriagado não se voltem contra você. Quando, no fim, suas pernas falharem e você cair, ninguém lhe ajudará. Seus companheiros mais chegados deixarão você, dizendo: "Fique longe dele, é beberrão!"
 
Duzentas Ilustrações - D. Peixoto da Silva

Aflição e Amparo

Um pai perdeu sua filha única. Tinha apenas dezessete anos de idade; fora a luz e a alegria do lar. Pouco tempo antes, sua estremecida esposa partira para o descanso.

O ministro veio dizer-lhe palavras de conforto.

- Meu amigo - começou ele -' o irmão acaba de passar através de uma nuvem escura, e amarga tem sido a sua taça...

O enlutado interrompeu-o:

- Pastor, é verdade que tenho sofrido bastante. Meu coração está moído de dor, mas não houve nuvem alguma; através de tudo nada houve que se interpusesse entre mim e meu salvador. Jamais sua mão confortadora foi tão terna como através do que me sobreveio estas semanas passadas. Sofrimento, sim, mas nenhuma nuvem!

Louvado seja Deus! Nossa leve e momentânea tribulação "pode produzir" um peso eterno de glória mui excelente. A aflição pode tanger-nos para mais perto de nosso Mestre. Pode ajudar a formação do caráter, fazendo-nos mais semelhantes ao nosso grande Exemplo. Nosso grande sofrimento é por um instante, aqui. Os resultados podem ser uma gloriosa eternidade na pátria dos remidos.
 
Coletânea de Ilustrações - Natanael de Barros Almeida

Nas mãos de Deus

"Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele" (1 Jo 2.15).
 
Ao fundador do Exército da Salvação, General William Booth, perguntou-se em certa ocasião qual o segredo do seu êxito. "Deus tem tudo que há em mim", respondeu ele. "Se hoje existe qualquer partícula de poder no Exército da Salvação, é porque Deus recebeu toda a adoração de meu coração."

Se a vocês e a mim falta poder na vida, só o poderemos buscar nas mesmas condições: que Deus tenha o que há em nós. Não podemos pertencer metade a Deus e metade ao mundo! "Se alguém ama o mundo", diz João, "o amor do Pai não está nele."
 
Coletânea de Ilustrações - Natanael de Barros Almeida

A favor ou contra

Certa manhã, às oito e vinte, um relógio da vitrina de um joalheiro parou por meia hora. Os habitantes daquela cidadezinha pouco imaginavam o quanto confiavam naquele relógio, até que foram por ele iludidos. Os passageiros perderam o trem, porque ao passarem junto ao mostruário do joalheiro, o relógio indicou que ainda faltavam vinte minutos para o trem das 8:40hs. partir. As crianças chegaram tarde à escola. Quando viram a hora, acharam que ainda tinham quarenta minutos, e assim puseram-se a brincar. Empregados estenderam a conversa quando viram que faltava bastante tempo para a fábrica abrir, e chegaram atrasados. Por ter o relógio parado apenas meia hora naquele dia, houve muita confusão na cidadezinha.

Quer conscientemente, quer não, a vida de todo cristão exerce sua influência sobre os que o cercam. Muito mais do que julgamos, nossa vida fala ou em favor de Deus ou contra Ele.

"Falareis por Deus injustamente, e usareis de engano em nome dEle?"

Esta é a pergunta que Jó nos faz, como fez a seus amigos. Que pensamento solene esse, de que nossa vida pode falar injustamente por Deus, levando alguém a tropeçar e cair!

Coletânea de Ilustrações - Natanael de Barros Almeida

Poder de Cristo

Spurgeon disse:

"Tenho pregado o evangelho de Cristo por muitos anos e jamais conheci alguém que tenha confiado em Cristo e pedido perdão pelos seus pecados e Ele o tenha lançado fora. Nunca me encontrei com um só homem que tivesse sido recusado por Jesus.
 
Tenho conversado com mulheres às quais Ele restituiu a pureza primitiva; com bêbados a quem Ele livrou dos hábitos vis, e com outros culpados de horríveis pecados que se tornaram puros como criança. Sempre ouço a mesma história: "Busquei o Senhor e Ele me ouviu; lavou-me no seu sangue e estou mais branco do que a neve".
 
Coletânea de Ilustrações - Natanael de Barros Almeida

Brilhe a vossa Luz

Um amigo contou-me que fora visitar um farol e dissera ao faroleiro:

- O senhor não se apavora de viver aqui? E terrível este lugar para se permanecer nele!
- Não - respondeu o faroleiro. Não tenho medo. Aqui nunca pensamos em nós mesmos.
- Como é isto!? Nunca pensam em si mesmos!?
- Nós sabemos que estamos perfeitamente seguros e cuidamos de ter as nossas lâmpadas brilhando e nossos refletores bem limpos, de modo que aqueles que se acharem em perigo, possam ser salvos.
 
Isto é o que os cristãos devem fazer. Eles estão salvos numa casa construíra sobre a rocha, que não poderá ser abalada pelas tempestades mais tremendas, e num espírito do mais santo altruísmo devem fazer brilhar
sua luz através das trevas do pecado, a fim de que os que se acham em perigo possam alcançar as praias bonançosas de salvação.


(Sword e Trowvell) - Coletânea de Ilustrações - Natanael de Barros Almeida