segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Fidelidade e Perseverança

Em 1924 se celebraram os Jogos Olímpicos em Paris. Foi durante a Olimpíada que Eric Liddell, o escocês voador, surpreendeu a Inglaterra ao negar-se a correr a corrida dos 100 metros porque a competição seria realizada no domingo, o dia do Senhor.

Liddell, estudante da Universidade de Edimburgo, fez a primeira de suas marcas em 1920 e logo se tornou uma estrela. A descrição que fizeram dele não era um exagero: "O atleta mais famoso, popular e amado que a Escócia já produziu".
 
A segunda característica que distinguiu Eric Liddell foi o seu interesse pelos outros. Dizem que durante uma das corridas ele insistiu em falar com um corredor negro com quem ninguém falava. Além disso, o hábito de apertar a mão de seus oponentes e desejá-los bem havia se formado. Todo mundo o amava.

Liddell era uma peça importante na equipe olímpica britânica em 1924. Quando o programa das competições olímpicas foi tornado público, a corrida de 100 metros apareceu agendada para um domingo. Liddell não tentou fazer de sua posição uma exposição, ele simplesmente explicou que não participaria. As autoridades britânicas ficaram horrorizadas. Ele foi acusado de trair seu país, mas Liddell permaneceu firme em sua decisão. Para ele, o respeito pelo dia do Senhor era tão natural quanto respirar, de modo que sua decisão não era algo difícil para ele. Ele tinha o poder de perseverar e permaneceu fiel à sua decisão, apesar de toda oposição e críticas.
 
Em vez de correr os 100 metros, ele partiu para participar da corrida de 400 metros. Acreditava-se geralmente que atletas especializados nos 100 e 200 metros não se destacavam nos 400 e 800 metros e, precisamente, o tempo de Liddell nos 400 metros não era nada extraordinário. Na sexta-feira, 11 de julho de 1924, Liddell venceu e também bateu o recorde mundial, deixando-o em 47,6 segundos.
 
Quando Liddell retornou a Edimburgo, ele foi recebido como um herói. No ano seguinte, 1925, cumprindo outro de seus sonhos de infância, ele foi para a China, onde serviu como missionário pelo resto da vida. Em 1942, a província chinesa onde ele morava, foi invadida pelo exército japonês. Liddell enviou sua esposa e duas filhas para o Canadá. Ele nunca conheceu sua terceira filha, nascida pouco depois naquele país, porque em 1943 ele foi internado em um campo de concentração. Lá ele se dedicou a cuidar das necessidades físicas e espirituais de seus companheiros de prisão, até que faleceu em 1945.
 
Quando vi o filme Carruagens de Fogo, que apresenta a vida de Eric Liddell, me senti atraído pelo magnetismo de sua persistência. A perseverança atrai. O ponto forte da película é quando o Príncipe de Gales e as autoridades britânicas puseram em jogo todos os seus dotes persuasivos para convencê-lo a correr no domingo. Quando ele respondeu que não o faria no dia do Senhor, um grupo de adolescentes que estava vendo a película se pôs de pé e aplaudiu. Observavam sem respirar a história de Liddell. Sua perseverança lhes impactou mais que seus recordes mundiais.
 
John Haggai / José Luis Martínez - 502 Ilustraciones Selectas
777 Ilustrações Missionárias

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