Um jovem conta a seguinte história:
Meu pai, passando por determinado lugar, ouviu alguém dizendo: "Hoje vou matar fulano". Chegando a casa, escreveu um bilhete, e me mandou correndo entregá-lo à pessoa ameaçada. No caminho, fiquei distraído, brincando, atirando uma pedra em um passarinho. Quando me lembrei da urgência do recado, saí correndo, e, em lá chegando, o destinatário já estava morto. O assassino, mais apressado do que eu, chegara primeiro e consumara o seu intento.
Ao voltar, meu pai já sabia da história e me perguntou:
- Que sangue é esse em suas mãos?
- É de um passarinho que eu matei - respondi.
- Não, meu filho. O sangue que mancha suas mãos é o da pessoa que morreu porque
você não a avisou a tempo.
Alcides Peres
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