sexta-feira, 2 de outubro de 2020

A vergonha da embriaguez

Durante a segunda Guerra Mundial um soldado viajava para Chicago em companhia de uma senhora. Esta perguntou-lhe se tinha o costume de beber. "Sempre não, disse ele, mas às vezes bebo quando estou com os amigos."
 
Há meses, contava ele, obtive alguns dias de licença para visitar1ninha família. Telegrafei para eles e para minha noiva. Mas embriaguei-me bastante durante a viagem, e estava desejoso de que algum imprevisto impedisse a vinda de minha noiva à estação. Não queria que ela me visse naquelas condições. Mas ela foi esperar-me e quando me viu andar cambaleante pela plataforma chamou um taxi, ajudou-me a embarcar e, dando o endereço de meus pais ao motorista, foi embora. Cheio de remorso e amargurado tentei conversar com ela nos dias seguintes, mas em vão. Até que afinal ela cedeu e escrevendo uma carta deu-me nova oportunidade. Nesta carta ela dizia:

"Preferia receber do Departamento de Guerra um telegrama noticiando o seu desaparecimento ou morte em ação, a vê-lo como o vi na estação aquele dia".

Que esta experiência nos ajude a guardar-nos puros e abstinentes para honra de nossos queridos, da nossa pátria e sobretudo de Deus. 

Duzentas Ilustrações - D. Peixoto da Silva

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